A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Alentejo, gestora deste projeto no distrito de Portalegre, explica em comunicado que a estrutura integra técnicos daquela entidade e do Município do Crato, especializados nas áreas da engenharia, ambiente, ação social, sociologia, arquitetura, arqueologia e jurídica.
“Este gabinete assume responsabilidades diretas no acompanhamento da empreitada das infraestruturas primárias, bem como na interação permanente com a população envolvida, assegurando uma comunicação contínua, transparente e acessível”, adianta a mesma fonte.
“A constituição do gabinete” – prossegue – “foi realizada em consonância com os pressupostos definidos na Medida 9 da fase de Pré-Construção da Declaração de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DCAPE), reforçando o compromisso de garantir um processo de transição conduzido de forma estruturada, digna e com respeito pelos interesses e necessidades da população do Pisão”.
A CIM do Alto Alentejo sublinha ainda que o trabalho será desenvolvido “em articulação estreita” com os representantes da população e com os próprios habitantes, “procurando antecipar dúvidas, prestar esclarecimentos e preparar, de forma informada”, os diferentes momentos do processo.
Paralelamente, este gabinete será responsável pelo acompanhamento da obra da nova aldeia do Pisão, “promovendo uma intervenção ativa” no apoio à transição das famílias, desde a empreitada de infraestruturas primárias até ao realojamento final.
O Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, também conhecido por Barragem do Pisão, é uma obra considerada estratégica para a resiliência hídrica do distrito de Portalegre. O projeto é financiado através do programa Sustentável 2030, com recurso a verbas do Fundo de Coesão, após aprovação da transferência pela Comissão Europeia.
Com um investimento superior a 220 milhões de euros, o projeto ocupará uma área de 10 mil hectares e implicará a submersão da aldeia de Pisão, com a barragem a pretender garantir o abastecimento público de água, criar novas zonas de regadio e fomentar a produção de energia renovável.
A nova aldeia vai surgir na zona do Monte da Velha, numa zona próxima da atual aldeia, contando esse projeto também com uma zona de expansão.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Gonçalo Figueiredo












