Criminalidade no distrito de Évora aumenta 7,8% e atinge máximo histórico

A criminalidade geral no distrito de Évora atingiu, em 2025, o valor mais elevado dos últimos 10 anos, confirmando uma tendência de subida que se vem consolidando.

No concelho de Évora, os registos aumentaram 10,9% no último ano, num sinal de maior pressão sobre o principal centro urbano da região.

Os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) indicam que a criminalidade geral no Alentejo Central subiu 7,8% em 2025 face ao ano anterior. Foram registadas 5141 ocorrências, das quais 158 tipificadas como crimes violentos, mais duas do que em 2024, o que aponta para uma estabilidade relativa neste segmento, apesar do crescimento global.

Entre os crimes violentos, o roubo na via pública mantém-se como o mais frequente, com 36 casos participados à PSP e à GNR (+24,1%), aos quais se juntam 19 roubos por esticão. As autoridades registaram ainda oito casos de violação — uma diminuição face a 2024, ano em que ocorreram 14 crimes — e 10 de extorsão sexual. O segundo crime violento mais participado foi o de resistência e coação sobre funcionário, com 35 ocorrências (+6,1%).

Na criminalidade geral, o padrão mantém-se semelhante ao do ano anterior, mas com agravamento em várias tipologias. A condução sob o efeito do álcool lidera, com 430 casos (+10,5%), seguida das ofensas à integridade física simples, com 358 ocorrências (-1,9%). A violência doméstica continua a evidenciar uma tendência persistente de subida: em 2025 foram registados 354 casos no Alentejo Central, mais 6,6% do que no ano anterior.

Os maiores aumentos percentuais registaram-se, contudo, em crimes associados ao espaço digital e à conflitualidade interpessoal. Os casos de difamação, calúnia e injúria subiram para 125 (+52,4%), enquanto as burlas através de MbWay atingiram 152 ocorrências (+40,7%). Também o furto de metais não preciosos, como o cobre, registou um crescimento expressivo, com 103 casos (+35,5%).

A nível concelhio, Évora concentra o maior volume de ocorrências, com 1598 crimes participados, o equivalente a mais de quatro por dia. Montemor-o-Novo mantém-se como o segundo concelho com mais registos (533), apesar de uma ligeira redução face a 2024.

Já Vendas Novas evidencia o agravamento mais acentuado, com 455 crimes e uma subida de 36,2%, enquanto em Reguengos de Monsaraz foram registadas 399 participações, mais 21 do que no ano anterior.

Em contraste, Mora, Alandroal e Mourão continuam a apresentar os níveis mais baixos de criminalidade no conjunto do distrito.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

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