A decisão surge após um alerta da Câmara Municipal de Castelo de Vide para o estado de degradação da estrutura. Num ofício enviado ao município em 25 de setembro, o Ministério da Cultura explicou que o Património Cultural – Instituto Público (IP) já efetuou uma vistoria técnica ao local e identificou a necessidade de uma ação imediata.
De acordo com o documento, a intervenção é considerada urgente e já foi solicitada à empresa Monumenta – Reabilitação do Edificado e Conservação do Património Lda.
“Na sequência da visita e do relatório de vistoria, elaborado por técnicos [do Património Cultural], foi de imediato solicitada a uma empresa com experiência e conhecimento neste tipo de intervenções (…) uma proposta considerada de urgência imperiosa, por ter resultado de acontecimentos imprevisíveis, decorrentes do agravamento das condições atmosféricas”, lê-se no ofício.
Ainda de acordo com o Ministério da Cultura, depois de analisada a proposta e cumpridos todos os requisitos técnicos, foi formalizado o procedimento “por ajuste direto”.
Apesar da necessidade desta intervenção, o acesso à Casa da Cidadania Salgueiro Maia não está interdito. Para reduzir “os riscos de desabamento” da abóbada da entrada na praça de armas do castelo, o município “procedeu ao escoramento provisório” dessa zona, aguardando com “muita urgência” a intervenção definitiva, diz o presidente da Câmara de Castelo de Vide.
Segundo António Pita, o estado de conservação das muralhas de Castelo de Vide tem sido “assunto recorrente reivindicado pela autarquia” ao Ministério da Cultura, até porque se trata de património classificado como Monumento Nacional.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.









