A apresentação do pedido de insolvência no Juízo Local Cível de Évora foi noticiada no passado dia 3 de setembro pela Alentejo Ilustrado.
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Na altura, a nossa revista endereçou um conjunto de questões à administração da empresa, que ficaram sem resposta. Hoje, a administração da Decsis, em resposta escrita à Lusa, indicou que a operação policial, realizada em julho passado, “teve impacto imediato” na empresa, apesar de esta não ser visada na investigação.
“A ‘Operação Nexus’ elevou o risco de crédito da Decsis para o nível máximo, fazendo com que a banca cortasse todas as linhas de crédito”, disse a administração, acrescentando que, dessa forma, foram criados “problemas graves de tesouraria à empresa”.
Segundo a sociedade, as empresas conotadas como pertencentes ao Grupo Decsis também “sofreram graves danos reputacionais, decorrentes da exposição mediática”, o que provoca dificuldades em gerar fluxos operacionais de tesouraria futuros sustentáveis. “Assim, a administração reconhece estar legalmente obrigada a requerer a insolvência da empresa”, sublinhou.
A “Operação Nexus” da PJ, realizada no dia 08 de julho deste ano, investiga alegados crimes de corrupção e fraude na aquisição de sistemas informáticos por universidades e escolas públicas financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
No dia em que decorreu, a PJ divulgou a detenção de seis pessoas, concretamente um administrador e três funcionários de uma empresa tecnológica, um funcionário de uma empresa concessionária e um funcionário público.
Na resposta à Lusa, a Decsis – Sistemas de Informação confirma o noticiada pela Alentejo Ilustrado, isto é, que o seu pedido de insolência deu entrada no Tribunal de Évora no dia 05 de agosto, acrescenta que ainda não tem decisão, e garante que visa “o restabelecimento da situação anterior à ‘Operação Nexus’, da confiança e das linhas de crédito que entretanto estavam aprovadas”.
Apesar do pedido de insolvência, a empresa frisou que se mantém em funcionamento, assim como o Centro de Dados localizado em Évora, que “fornece serviços críticos a diversos clientes dos setores públicos e privados”.
“Todos os serviços que fazem parte da oferta da Decsis estão a ser prestados. Os contratados pelas câmaras, pela Comunidade Intermunicipal [do Alentejo Central], mas também os contratados pelos demais clientes das mais diversas áreas de atividade”, precisou.
Ainda assim, a empresa enfrenta “algumas dificuldades decorrentes da falta do pagamento dos salários”, reconheceu a administração, esperando que esse problema possa ser “resolvido a todo o momento”. A totalidade destes trabalhadores está com os ordenados de julho e agosto em atraso.










