A garantia surge na resposta do ministério liderado por Nuno Melo a uma pergunta do grupo parlamentar do PCP, depois de a associação ambientalista Quercus ter alertado para possíveis impactos do futuro Campo de Tiro, manifestando preocupação com a população local, o ruído e o turismo.
Em declarações à Alentejo Ilustrado, o responsável da Quercus em Portalegre, José Janela, apontou também riscos para os habitats de aves, lembrando que a zona está abrangida por diretivas comunitárias de proteção.
Na pergunta enviada a Nuno Melo, o deputado comunista Alfredo Maia questiona «quais as medidas previstas para a mitigação dos impactes ambientais, económicos e na qualidade de vida das populações que um projeto com tais caraterísticas não deixará de acarretar».
Na resposta, o Ministério da Defesa revela que «estão a ser desencadeados os procedimentos para a realização de estudos técnicos e ambientais» em relação aos impactos esperados, mas assegura que a futura infraestrutura «será certificada ambientalmente, compatível com a agricultura, a pastorícia e a diversidade de fauna e flora». Desde logo porque «grande parte dos lançamentos serão virtuais» e, quando ocorrerem disparos reais, serão «retirados todos os materiais dos terrenos envolvidos».
No mesmo documento, o Governo não se compromete com uma localização concreta do Campo de Tiro, revelando que estão em curso «contactos com diversos municípios envolventes», e garante que a instalação desta unidade militar «terá um retorno relevante» para um território com reduzida densidade populacional.
«Estima-se que perto de 200 militares e famílias passarão a viver na região, implicando a construção de bairro habitacional e a realização de diversas obras infraestruturais», conclui o ministério.













Uma resposta
Se fosse tão bom ficava no litoral, passes sociais a 20 € é só para os Lisboetas nós como um parvo de um ministro disse somos camelos, vamos mais depressa a Badajoz do que ao Entroncamento, isso é tudo tanga