Delta mantém investimento em Campo Maior e soma mais de 4.000 trabalhadores

A Delta Cafés ultrapassou, em 2025, a barreira dos 4.000 colaboradores e mantém o plano de investimento de 16 milhões de euros na unidade industrial de Campo Maior. O presidente executivo da empresa, Rui Miguel Nabeiro, afirma que o grupo continuará a reforçar a operação e não antecipa aumentos significativos do preço do café em 2026

“A minha expectativa é, sobretudo trabalharmos muito nas eficiências para não impactarmos [o preço]”, diz Rui Miguel Nabeiro, em entrevista à Lusa, contextualizando que “2025 foi um ano desafiante”, com muita volatilidade nos preços da matéria-prima devido a vários fatores, “não só os geopolíticos, mas obviamente todas as questões climáticas, em particular no Vietname e também no Brasil”.

Nesse sentido, afirma, a preocupação do Grupo “foi sempre trabalhar muito nas eficiências para não impactar muito” o preço no consumidor. “Honestamente, com todo esse esforço que foi feito e aquilo que vamos vendo, não tenho a expectativa de grandes surpresas para 2026”, admite o gestor, referindo esperar um ano “muito mais tranquilo face àquilo que foi o ano de 2025”.

Segundo Rui Miguel Nabeiro, a Delta continua a “investir muito” na fábrica em Campo Maior, no âmbito de um plano de investimento de 16 milhões de euros, que arrancou há dois anos e que vai continuar nos próximos anos.

Este investimento visa “requalificar toda a nossa unidade industrial, com novas unidades de torrefação, para estarmos capazes deste desafio (…) que temos pela frente de crescer, em particular nos mercados europeus, onde estamos muito bem posicionados”.

Em termos de pessoas, a Delta tem a ambição este ano de crescer perto dos 10%. Em 2025 a empresa “ultrapassou a barreira dos 4.000 colaboradores, uma barreira, um marco importante”, afirma o presidente executivo, recordando que quando entrou no grupo eram 1.600.

Já a faturação do grupo Nabeiro-Delta Cafés subiu 12% no ano passado, face a 2024, para 650 milhões de euros. “Bom, 2025 foi um ano muito desafiante” e em que “o crescimento foi robusto”, conclui Rui Miguel Nabeiro, sublinhando que este aumento da faturação foi “empurrado” pelo “preço do café, que foi o maior desafio que tivemos, talvez, no ano passado”. 

O crescimento “muito robusto fora de Portugal coloca-nos como sendo uma empresa portuguesa já com dimensão claramente europeia, ainda que com as suas raízes muito firmes em Portugal e, em particular, em Campo Maior”, enfatiza, acrescentando que Espanha continuou “com um desempenho extraordinário”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Manuel Almeida/Lusa

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