Segundo fonte do Ministério Público, os factos ocorreram «em diversas localidades, desde a recolha e o transporte, em Lisboa, para posterior comercialização em Évora».
A arguida está «fortemente indiciada de se dedicar a esta atividade criminosa desde, pelo menos, julho de 2023», prolongando-se a conduta até à sua detenção, a 15 de abril de 2026, «fazendo da mesma o seu modo de vida», acrescentou a mesma fonte.
Na sequência da detenção, foi apreendido produto estupefaciente, nomeadamente cocaína/crack, em quantidade suficiente para «a concretização de, pelo menos, 43 doses individuais para consumo».
Após o interrogatório, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, invocando o «perigo de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito», mas o tribunal não acolheu essa pretensão.
Foram aplicadas à arguida as medidas de termo de identidade e residência, obrigação de apresentação periódica de dois em dois dias no posto policial da área de residência, proibição de se ausentar para o estrangeiro sem autorização judicial, proibição de contactos com outros envolvidos no processo e proibição de adquirir ou usar objetos relacionados com o consumo ou tráfico de estupefacientes.
As investigações prosseguem sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora, com a coadjuvação da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária.












