A detenção foi divulgada pelo Ministério Público (MP), que indica que o suspeito está «fortemente indiciado pela prática de um crime de violência doméstica» contra a ex-companheira. Segundo o MP, «no decurso do relacionamento, que perdurou desde o início de 2024 até janeiro de 2026, o arguido maltratava física, psicológica e sexualmente a vítima».
Após a separação, acrescenta, o arguido voltou a contactar a vítima, tendo os comportamentos agressivos «intensificado nos últimos dias», incluindo o envio de mensagens em que «anunciava que a poderia matar, fazendo uso de uma arma que adquiriu».
O suspeito já tinha sido condenado, em janeiro de 2019, a uma pena de dois anos e cinco meses de prisão por um crime de violência doméstica, num caso em que a vítima foi outra mulher. Essa pena foi «suspensa na sua execução por igual período», ficando o arguido sujeito à obrigação de se submeter a tratamento para dependência de álcool e à proibição de se aproximar ou contactar a vítima por qualquer meio.
De acordo com o MP, o homem foi agora detido «fora de flagrante delito» e presente a primeiro interrogatório judicial. O Ministério Público requereu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, mas o tribunal determinou a proibição de contactos por qualquer meio, com controlo através de pulseira eletrónica.
O arguido ficou ainda proibido de permanecer ou aproximar-se da residência e do local de trabalho da vítima, de adquirir ou usar armas, devendo entregar as que possuir. E foi igualmente determinado que frequente um programa para arguidos em crimes de violência doméstica e tratamento de dependências.
As investigações prosseguem sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Redondo, com a coadjuvação da GNR.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












