Num comunicado publicado na página de internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o Ministério Público (MP) indica que o suspeito foi detido fora de flagrante delito e presente a primeiro interrogatório judicial.
Segundo o MP, o homem está indiciado da prática de dois crimes de violência doméstica agravado contra a ex-mulher, de 49 anos, e a filha, de 15.
O arguido encontra-se “fortemente indiciado” de, “no decurso do relacionamento, que perdurou desde o ano de 2000 até 2023”, maltratar “física e psicologicamente as vítimas”.
Após a separação, revela o MP, “o arguido voltou a contactar as vítimas, encetando novos comportamentos agressivos, que se intensificaram no último trimestre de 2025”, depois de ter conseguido saber o local onde as vítimas residiam: “Os factos ocorreram em Estremoz, cidade para onde as vítimas se deslocaram, após fuga a que foram obrigadas a encetar da residência onde anteriormente viviam com o arguido, sita em Penafiel”.
O MP assinala que, em relação a factos anteriores, está em curso um outro inquérito, na Comarca de Porto-Este, alvo de suspensão provisória, com o arguido a ficar vinculado a injunções e regras de conduta, que “grosseiramente violou”.
Após o primeiro interrogatório judicial, o detido ficou sujeito às medidas de coação de não permanecer sem autorização no concelho de Estremoz e na residência e locais onde as vítimas se encontrem e proibido de as contactar por qualquer meio, controlado por pulseira eletrónica.
As investigações prosseguem sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Estremoz, com a coadjuvação da PSP de Estremoz.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.












