Dez detidos na operação Safra Justa libertados após interrogatório

Dez dos 17 detidos no âmbito da operação Safra Justa, que investiga a alegada exploração de trabalhadores estrangeiros no Alentejo, foram libertados após serem interrogados no Campus da Justiça, em Lisboa, ficando apenas sujeitos a Termo de Identidade e Residência.

De acordo com alguns órgãos de comunicação social, que recolheram informações do advogado Frederico Miguel Alves, uma dezena de arguidos ficaram com Termo de Identidade e Residência (TIR) e os outros sete vão ficar a conhecer as medidas de coação no sábado, pedindo o Ministério Público para estes prisão preventiva.

“O Ministério Público promoveu a medida de prisão preventiva para um militar da GNR, um PSP e mais uns civis. Quanto aos outros arguidos promoveu outras medidas de coação que implicam a sua libertação imediata”, disse aos jornalistas o advogado Frederico Miguel Alves, à porta do tribunal, durante a madrugada de hoje.

O advogado disse ainda ter um cliente a quem foi promovida a prisão preventiva. “Esperamos a decisão sábado, às 18h00. O outro cliente foi libertado”, disse o advogado.

A organização criminosa desmantelada na terça-feira na operação “Safra Justa” da Polícia Judiciária (PJ) controlava cerca de 500 trabalhadores estrangeiros no Alentejo, mas nem todos são considerados vítimas de tráfico, segundo fonte policial.

Fotografia: André Pereira/Lusa/Arquivo

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