DGArtes prorroga prazo do concurso para Orquestra Regional do Alentejo

O prazo de candidaturas ao concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, com uma dotação de 1,62 milhões de euros, foi alargado até 25 de setembro, anunciou a Direção-Geral das Artes (DGArtes).

As candidaturas estavam previstas terminar a 9 de setembro, mas esse prazo foi agora prorrogado até às 17h59 do dia 25 do mesmo mês, revelou a DGArtes.

O concurso conta com uma dotação financeira global disponível de 1,62 milhões de euros, a atribuir por um período de dois anos, e pretende valorizar o património musical na região do Alentejo. Os outros objetivos principais são «contribuir para a afirmação do património musical português, valorizar a música erudita, incentivar o seu cruzamento com outras artes e facilitar o acesso cultural no Alentejo através de uma programação regular e diversificada».

Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, a Universidade de Évora irá liderar uma candidatura à futura Orquestra Regional.

As atividades a apoiar inscrevem-se «nos domínios da criação, edição, circulação nacional, ações estratégicas de mediação e internacionalização, valorizando-se a articulação com municípios e entidades culturais locais».

«São ainda valorizadas atividades que promovam o desenvolvimento regional, a inovação, a intervenção ativa nas comunidades, a inserção profissional e valorização contínua dos músicos, a inclusão social, a cidadania e o trabalho coletivo através da prática orquestral», sublinhou.

Na nota divulgada, a DGArtes referiu que, nos dias 24 e 25 de agosto, vão decorrer três sessões de esclarecimento sobre este concurso, em Grândola, Beja e Portalegre, promovidas em colaboração com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

Portugal tem atualmente três orquestras com estatuto de orquestra regional: a Orquestra do Norte, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra do Algarve.

O Governo aprovou, em novembro de 2023, a alteração ao estatuto das orquestras regionais e a definição de «condições para a atribuição de incentivos pelo Estado», através da DGArtes. O documento foi depois promulgado pelo Presidente da República, no final de dezembro.

Desta maneira, o estatuto de orquestra regional passou a poder ser atribuído apenas «por concurso ou por concurso limitado, de forma a tornar a obtenção do estatuto de orquestra regional mais exigente».

Foi aberto um concurso limitado, com uma dotação global de 9,72 milhões de euros, para apoiar estas orquestras. Cada uma receberá um apoio anual de 810 mil euros, totalizando 3,24 milhões de euros por orquestra ao longo de quatro anos (2025-2028).

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