DIAP de Évora acusa três estrangeiros por tráfico de 1,6 toneladas de cocaína

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora acusou três homens, dois dinamarqueses e um britânico, dos crimes de tráfico internacional de estupefacientes e associação criminosa, por alegadamente integrarem uma rede que transportava cocaína da América do Sul para a Europa através de Portugal.

Segundo fonte do Ministério Público (MP), os arguidos «integravam um grupo criminoso que se dedicava ao transporte de grandes quantidades de cocaína desde a América do Sul, por via marítima, para introdução na Europa, com entrada através de Portugal».

Os três suspeitos, dois cidadãos dinamarqueses e um britânico, foram detidos a 19 de junho de 2025, à chegada ao porto de Ponta Delgada, nos Açores. Dias antes, a 14 de junho, tinham sido intercetados pela Polícia Judiciária, com o apoio da Marinha Portuguesa, quando navegavam no Atlântico Norte a bordo de um veleiro com bandeira da Dinamarca.

De acordo com a informação divulgada pelo MP, os arguidos «haviam sido detidos no dia 19 de junho de 2025, à chegada ao porto de Ponta Delgada, nos Açores, tendo sido intercetados pela Polícia Judiciária, com o apoio da Marinha Portuguesa, no dia 14 de junho de 2025, quando tripulavam em alto mar um veleiro com cerca de 11 metros, com bandeira da Dinamarca, que fazia a travessia do Atlântico Norte, desde as Caraíbas e com rumo aos Açores, transportando mais de tonelada e meia de cocaína a bordo (1.644 Kg)».

A droga apreendida apresentava um grau de pureza entre 78% e 82%. Segundo fonte do Ministério Público, o produto estupefaciente era «suficiente para a concretização de mais de cinco milhões e meio de doses», estimando-se que proporcionaria «ao grupo criminoso a obtenção de mais de 52,5 milhões euros».

O inquérito foi dirigido pelo DIAP Regional de Évora, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.

Os três arguidos encontram-se em prisão preventiva desde 20 de junho de 2025. Ainda de acordo com o MP, os suspeitos «encontram-se sujeitos à medida de coação de prisão preventiva desde o dia 20 de junho 2025, data em que foram apresentados a primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal de Ponta Delgada, situação que se mantém na atualidade».

A mesma fonte refere ainda que «decorre o prazo para eventual abertura de instrução que, a não ser requerida, determinará a remessa do processo para julgamento em processo comum com a intervenção de tribunal coletivo».

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 30,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar