Distribuição de jornais em risco: CIM do Alentejo Central fala em ameaça à cidadania 

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alentejo Central manifesta preocupação com a possível cessação da distribuição diária de jornais em oito distritos, incluindo o de Évora, apelando a uma intervenção rápida do Governo para salvaguardar leitores, territórios e empresas de comunicação social.

“É uma enorme preocupação, porque o acesso universal à informação deve ser um compromisso para manter e o contrato assinado pela Vasp com o Governo garante isso”, diz Carlos Zorrinho, defendendo que se a empresa que distribui os jornais pelo país, “não está em condições de o garantir, é preciso reforçar com essa empresa ou com outra, porque esta é uma prioridade absoluta”.

“O Governo tinha colocado como prioridade, com a qual concordo totalmente, o apoio à chegada da informação, por meios físicos, digitais e outros, à população”, acrescentou o presidente da CIM do Alentejo Central, esperando agora que “haja uma ação rápida que assegure o acesso universal à informação”.

Conforme noticiado pela Alentejo Ilustrado, na quinta-feira, a administração da Vasp informou que está a avaliar a necessidade de fazer ajustamentos na distribuição diária de jornais nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança.

Em comunicado, a empresa admitiu que vive “uma situação financeira particularmente exigente, resultante da continuada quebra das vendas de imprensa e aumento significativo dos custos operacionais, que colocam sob forte pressão a sustentabilidade da atual cobertura de distribuição de imprensa diária”.

A concretizar-se a cessação da distribuição diária de jornais “é muito grave para os territórios e para os cidadãos, em particular”, sublinha Carlos Zorrinho, considerando que “o não acesso à informação é uma quebra da possibilidade de participação e até de conhecimento e cidadania e prejudica os leitores dos territórios que são menos povoados e que têm menos capacidade de chegar à imprensa de outra forma”.

Por outro lado, acrescenta, o eventual fim de distribuição “prejudica muitas empresas de comunicação social, que já têm dificuldade, nomeadamente nas suas tiragens, nos seus modelos de distribuição e de negócio”, sendo que “quanto menos robustez financeira tiverem, menos qualidade de informação estão em condições de poder proporcionar”.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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