As terras soterraram «os dois trabalhadores numa vala», nas obras do empreendimento turístico Pestana Porto Covo Beach Residences, cuja primeira pedra foi lançada no início do mês, refere Álvaro Beijinha, presidente da Câmara de Sines.
Os homens ficaram a uma «profundidade entre cinco a seis metros», adiantou o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, afirmando desconhecer, para já, como ocorreu o acidente. O alerta foi dado às 16h29 e os corpos foram encontrados às 18h15 e às 23h15.
Os óbitos foram declarados no local pelo médico da viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, e permaneceram na obra até a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) «realizar as devidas perícias».
As operações de resgate envolveram 29 operacionais dos bombeiros de Sines e de Grândola e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com o apoio de nove veículos. No local esteve ainda uma equipa de busca e resgate em estruturas colapsadas dos Bombeiros de Grândola. Foi também mobilizada uma equipa de psicólogos. Um helicóptero do INEM chegou a ser acionado, mas «foi entretanto desativado».
A Carvoeiro Golf, empresa detida pelo Grupo Pestana, confirmou «a ocorrência de um incidente» que envolveu «dois trabalhadores de uma empresa que executava trabalhos num terreno» do grupo hoteleiro.
«Lamentamos profundamente que deste incidente tenham resultado duas vítimas e apresentamos as nossas mais sentidas condolências às suas famílias», refere a empresa, garantindo que está a acompanhar a situação «em estreita articulação com as autoridades prestando toda a colaboração necessária no apuramento das circunstâncias».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa
Fotografia: Estaleiro da obra onde ocorreu o acidente. © SIC










