Um dos exemplos mais emblemáticos é o comunista João Rocha, eleito pela primeira vez em Serpa em 1979, nas segundas eleições autárquicas após o 25 de Abril. Depois de 34 anos à frente do município, passou em 2013 para Beja, onde conquistou a câmara ao PS, mas acabou derrotado em 2017. Este ano regressa à corrida em Serpa pela CDU, tentando recuperar a liderança que marcou a sua carreira política.
Luís Mourinha volta a ser candidato em Estremoz, onde já somou 22 anos de presidência, primeiro pela CDU e depois pelo Movimento Independente por Estremoz (MiETZ), pelo qual concorre novamente.
Também no distrito, Luís Simão (CDU), presidente de Mora entre 2009 e 2021, procura retomar o município perdido para o PS nas últimas eleições, e Manuel Condenado (CDU) tenta regressar a Vila Viçosa, onde liderou a câmara durante 20 anos.
Já o socialista Nuno Mocinha tenta recuperar Elvas, que presidiu entre 2013 e 2021, agora nas mãos de Rondão Almeida, outro histórico do poder local.
Em Avis, Manuel Coelho (CDU) volta a candidatar-se, depois de ter chefiado a câmara entre 2000 e 2013, mantendo viva a ligação comunista ao município desde 1976.
Também no distrito de Portalegre regressam dois antigos autarcas: Miguel Rasquinho (PS), presidente de Monforte entre 2009 e 2013, e João Muacho, que presidiu a Campo Maior pelo PS entre 2019 e 2021 e que este ano surge como candidato do grupo de cidadãos “Sim Por Campo Maior”.
No Baixo Alentejo, o PS aposta em Francisco Orelha para recuperar Cuba, concelho que este já governou entre 1997 e 2013.
Em Aljustrel, também os socialistas escolhem um nome conhecido: Nelson Brito, presidente entre 2013 e 2021, que procura regressar ao município.
A CDU aposta em Paulo Neto, que foi presidente de Mértola entre 1993 e 2001, enquanto o histórico António Sebastião, antigo presidente de Almodôvar, volta às urnas como candidato do PSD/CDS-PP em Castro Verde.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.