O concerto da noite de hoje, às 21h30, tem lugar na igreja Matriz de Belver e é protagonizado pelo Duo Baldo-Consonni, formado pela violoncelista italiana Lorenza Baldo e a pianista Martina Consonni.
O programa, intitulado «Do Romantismo ao Âmago da Modernidade: Essências e Rupturas», percorre mais de século e meio de criação musical europeia: Beethoven parte de Mozart para construir «um refinado exercício de invenção»; Schumann convoca o universo popular «com a sensibilidade poética do romantismo alemão»; Stravinsky revisita «a tradição italiana do século XVIII com a liberdade e a ousadia da modernidade»; e Castelnuovo-Tedesco recupera a figura de Fígaro e «a vitalidade teatral de Rossini numa obra de grande brilho instrumental», segundo o programa do festival.
Fundado em 2019 no âmbito da Academia Pianística Internacional Incontri col Maestro, de Imola, o Duo Baldo-Consonni tem percorrido salas de referência na Europa, na Ásia e na Oceânia. Martina Consonni, considerada «uma das pianistas italianas mais promissoras da sua geração», já se apresentou na Philharmonie de Berlim, na Wigmore Hall de Londres e no Teatro alla Scala de Milão. Lorenza Baldo distingue-se pela consistência do trabalho de câmara e pela colaboração com músicos de referência europeus.
Antes, às 15h00, realiza-se a visita guiada «Um Ponto-Chave na Linha Estratégica do Tejo: O Castelo de Belver», com ponto de encontro no próprio castelo e orientação de Isabel Cristina Ferreira Fernandes, arqueóloga, diretora do Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago e investigadora do Instituto de História Medieval da Universidade Nova de Lisboa.
Fundada no final do século XII pela Ordem de São João do Hospital — a atual Ordem de Malta —, após a doação destas terras por D. Sancho I, a fortaleza integrou a linha defensiva que protegia uma das principais fronteiras da Reconquista e é considerada a primeira construída pelos Hospitalários em Portugal. A visita propõe «compreender como a geografia condicionou as estratégias de poder e como o Tejo se afirmou, durante séculos, como um eixo fundamental da história política e militar portuguesa», de acordo com o festival.
Na manhã de domingo, às 9h30, a atividade «Matas e Povoamentos Florestais: Repensar o Futuro Silvícola de Gavião» parte da Alameda 25 de Abril sob a orientação de Júlio Catarino, engenheiro florestal e vice-presidente da Câmara Municipal de Gavião, e de Artur Almada e Melo, engenheiro florestal.
O percurso atravessa montados de sobro e azinho, pinhais e outras formações arbóreas que moldam a identidade do concelho, abordando os efeitos das alterações climáticas, a pressão dos incêndios florestais e as estratégias para «uma gestão mais resiliente e sustentável».
O programa do TSS coloca a questão central da atividade: «de que forma poderão as gerações futuras continuar a viver, produzir e preservar uma paisagem em permanente mudança?»










