No Alentejo, o eclipse começa pelas 18h38 no Alto Alentejo, tornando-se visível em toda a região dois minutos depois. O pico máximo é atingido pelas 19h34 nos distritos de Évora e de Portalegre, com 95% da superfície solar coberta pela Lua nesse momento. Já no distrito de Beja e no Alentejo Litoral, a ocultação máxima será de 94%, visível pelas 19h36.
O fenómeno terá a duração total de cerca de duas horas, com início perto das 18h30 e término às 20h30. Além de Portugal, onde estão previstas sessões de observação um pouco por todo o país, o eclipse será visível, consoante as condições atmosféricas, numa faixa que atravessa o Ártico, a Gronelândia, a Islândia e Espanha.
Um eclipse total do Sol acontece quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos, tornando visível no céu o efeito de «anel de diamante».
Nas regiões onde a ocultação for mais acentuada deverá ser percetível um escurecimento da luminosidade, a queda da temperatura do ar, a diminuição do ruído ambiente, sombras mais nítidas e o silêncio das aves. Por instantes, o dia transforma-se em noite e o céu fica repleto de estrelas.
Reguengos de Monsaraz com telescópio e DJ
A Câmara de Reguengos de Monsaraz, promove esta quarta-feira um evento de observação do eclipse com telescópio e um guia especializado em astronomia para explicar o fenómeno. Em comunicado, o município explicou que a iniciativa decorre no Parque da Cidade, em parceria com o Observatório do Lago Alqueva (OLA).
A autarquia vai proporcionar música ambiente com o DJ Moonlight, atividades para as crianças e terá óculos certificados (stock limitado), água e fruta para os participantes, num concelho que integra a Reserva Dark Sky Alqueva.
Estremoz observa a partir do castelo
Em Estremoz, o Centro Ciência Viva promove a atividade «Eclipsemo-nos! No Castelo de Estremoz», com duração de duas horas. Devido ao elevado número de inscritos, o ponto de encontro foi alterado para junto à Igreja de Santiago, no terreiro do Loureiro, com início às 18h15. A inscrição é gratuita, através da plataforma da Ciência Viva, sujeita a limite de vagas.
«O céu sempre despertou um enorme fascínio no ser humano. Especialmente quando ocorrem fenómenos tão fantásticos como um eclipse do Sol», refere o centro, em comunicado. «Venham observar o eclipse em segurança, com equipamento próprio, e desfrutar deste pôr do sol muito especial», acrescenta a mesma nota.
«Peixes no Eclipse» em Mora
Também em Mora há atividade dedicada ao fenómeno. O Fluviário de Mora aliou-se ao desafio Ciência Viva no Verão para assinalar a data, com destaque para Cabeção e para o Parque Ecológico do Gameiro.
«Não é um anel de fogo à vista, mas uma prova de fogo: observar o eclipse em segurança, pois a nossa visão é preciosa», alerta o Fluviário, em comunicado, convidando o público a participar na atividade «Peixes do Eclipse», que consiste na construção de um projetor de eclipse.
A instituição adianta ainda que recebeu da Ciência Viva óculos de eclipse certificados para distribuição, «limitados ao stock existente», bem como informação sobre observação segura do fenómeno.










