EDIA retoma descargas, com Alqueva a apenas seis centímetros da cota máxima

A Barragem do Alqueva retomou hoje as descargas de água devido à persistência de caudais afluentes elevados provocados pelas chuvas intensas, libertando desde as 09h00 um caudal total de 1.400 m3/s a jusante, numa operação que a EDIA diz ser essencial para reduzir o risco de cheias no Guadiana.

Em comunicado, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) revela que, face à “persistência de caudais afluentes elevados”, foi necessário “proceder à abertura dos descarregadores de meio-fundo” da barragem.

Fonte da empresa indica que a barragem atingiu esta manhã a cota 151,94, estando a apenas seis centímetros da sua capacidade máxima de armazenamento.

Assim, desde as 09h00 de hoje, que Alqueva “está a libertar um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s), que, somado ao caudal turbinado (800 m3/s), perfaz um caudal total lançado de 1.400 m3/s a jusante da barragem”.

Segundo a EDIA, esta abertura dos descarregadores de meio-fundo aconteceu depois de, na noite passada, a barragem de Alqueva ter recebido “um grande volume de água devido às chuvas intensas, com afluências na ordem dos 3.000 m3/s”.

A água proveniente das descargas de Alqueva vai seguir até à Barragem do Pedrógão, que também está integrada neste empreendimento de fins múltiplos e já está a descarregar desde o passado dia 21 deste mês para o Rio Guadiana. Na Barragem de Pedrógão, o caudal descarregado é de 1.500 m3/s.

Perante o risco de cheias, a empresa recomenda às populações que adotem “comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas” e pede a “colaboração de todas as entidades e populações ribeirinhas na prevenção de situações de risco”.

A EDIA garante ainda estar a “acompanhar permanentemente a evolução da situação, procedendo aos ajustamentos operacionais que se revelem necessários e assegurando a articulação contínua com as entidades competentes”.

Neste comunicado, a empresa salienta que “a gestão controlada dos caudais permitiu reduzir o risco de cheias a jusante, protegendo populações e bens ao longo do Rio Guadiana”, considerando demonstrar “a importância da Barragem de Alqueva, enquanto estrutura essencial, também para controlar caudais elevados e garantir maior segurança face a fenómenos meteorológicos extremos”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 30,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar