Hermínia Vilar refere que se recandidata para continuar o trabalho iniciado há quatro anos. «A UÉvora deve continuar o caminho de reconhecimento, implantação e crescimento que tem vindo a registar nos últimos quatro anos», afirma, aludindo ao «aumento substancial do número de alunos em todos os ciclos» e de «projetos, tanto em número como em valor».
A reitora destaca a «política de retorno ao território» e o reconhecimento da academia, «não apenas ao nível regional, mas também ao nível internacional», salientando «o regresso [da instituição] a redes internacionais e aos ‘rankings’».
Já o outro candidato, António Candeias, que já tinha tentado a eleição há quatro anos, diz que volta a concorrer ao cargo por entender que a Universidade «tem que entrar num novo ciclo» e para que «seja capaz de dar resposta aos desafios demográficos, sociais e económicos profundos», o que implica «ganhar ritmo, confiança e capacidade de executar».
António Candeias critica a atual reitoria por excesso de burocracia e falta de execução, propondo, em contrapartida, «serviços com prazos e uma reengenharia processual que liberte as pessoas de procedimentos que, muitas vezes, não são adequados».
A atual reitora estabelece como objetivos para o próximo mandato a construção do Campus da Saúde, de um gimnodesportivo e de uma residência para estudantes junto ao futuro Hospital Central do Alentejo. «Também queremos fazer a nova residência num terreno na Malagueira, um edifício para [o curso de] música junto ao Polo dos Leões e um novo edifício para laboratórios e temos uma visão de reorganização do campus para os próximos 15 anos», acrescenta.
Entre outras prioridades, Hermínia Vilar diz querer «continuar o trajeto de crescimento da investigação», reforçar o contacto com as empresas e dar atenção a desafios da formação, como o impacto da inteligência artificial.
Por sua vez, António Candeias considera como «missão fundamental» a capacitação de docentes e investigadores, «não só na forma como se ensina, mas também para poderem pensar noutro tipo de ‘voos’, em particular a internacionalização».
«Temos que pensar nas infraestruturas que vão ser necessárias desenvolver e na adequação dos espaços atuais e, por isso, é preciso ter um plano plurianual de manutenção e investimento», sublinha, defendendo também o aumento de camas em residências.
O candidato revela ainda ter planos para «melhorar a vida e o trabalho» de quem está na UÉvora, defendendo a valorização de carreiras, a diminuição da precariedade e a formação de lideranças, «quer para questões de inclusão, quer para gestão de equipas».
O novo reitor é eleito pelos 25 membros do Conselho Geral: 13 representantes de professores e investigadores, três representantes dos alunos, dois do pessoal não docente e não investigador e sete membros cooptados, incluindo o presidente do órgão.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo












