Na página de Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP anunciou que deduziu acusação contra o arguido pela prática de um crime de homicídio qualificado, na forma consumada, cinco crimes de homicídio agravado, na forma tentada, e um crime de ameaça agravada. Em causa estão factos ocorridos em julho e outubro de 2024, na cidade de Elvas.
Segundo a acusação, na tarde do dia 18 de outubro de 2024, num posto de abastecimento de combustível, “o arguido, após uma discussão, envolveu-se em confrontos físicos com o ofendido”.
“A dado momento, sem que nada o fizesse prever, com recurso a uma arma branca, desferiu um golpe no tronco da vítima”, acrescentou o MP, indicando que o homem atingido pela arma branca “ainda tentou conduzir em direção ao hospital de Elvas, mas despistou-se e embateu contra um poste de iluminação pública, acabando por falecer pouco depois”.
Ainda segundo o MP, antes destes acontecimentos, “a 26 de julho de 2024, o arguido já se tinha dirigido a casa da mulher da vítima, onde esta se encontrava com os seus quatro filhos menores”, e, “munido de uma arma de fogo, disparou dois tiros contra a residência”.
O inquérito foi dirigido pelo Ministério Público de Elvas, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.
O arguido foi detido em 04 de novembro de 2024 através da Unidade Local de Investigação Criminal (ULIC) de Évora da Polícia Judiciária que, na altura, adiantou que o homicídio tinha ocorrido “junto a um posto de abastecimento de combustíveis” na cidade de Elvas e que o agressor tinha fugido, após “atingir a vítima com recurso a arma branca”.
Na origem da agressão, que resultou na morte da vítima, com a qual o suspeito tinha “uma relação familiar”, terão estado “motivos fúteis”, revelou ainda a Polícia Judiciária.