Em Almodôvar, José Luís Carneiro acusa Governo de se pôr “no colo do Chega”

Em visita a Almodôvar, José Luís Carneiro acusou o primeiro-ministro e o Governo da Aliança Democrática de se colocarem “no colo do Chega”, referindo que tanto Marcelo Rebelo de Sousa como Luís Marques Mendes já tinham advertido que essa aproximação punha em causa os valores fundadores do PPD.

Segundo o secretário-geral do PS, o primeiro-ministro e o Governo levaram “um grande puxão de orelhas” de Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes por se terem “colocado no colo do Chega”.

“O doutor Marques Mendes e o professor Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, na Universidade Verão do PSD, deram um grande puxão de orelhas ao primeiro-ministro e ao Governo da AD”, afirmou.

Segundo o líder socialista, esse puxão de orelhas está relacionado “com o facto de a AD se ter colocado no colo do Chega”, aludindo a eventuais entendimentos entre a coligação PSD/CDS-PP e o partido de André Ventura.

“E o que disseram, um candidato presidencial e outro Presidente da República, foi que isso punha em causa os valores fundadores do PPD”, prosseguiu.

José Luís Carneiro falava aos jornalistas à chegada a esta vila alentejana, ponto de paragem na rota “Pela coesão e valorização do território”, que está a fazer pela Estrada Nacional 2 (EN2).

Questionado sobre se o PS está disponível para entendimentos quanto à lei da nacionalidade, como defendeu Marques Mendes na Universidade de Verão do PSD, o secretário-geral do PS avisou que, “se o Governo optar por ficar no colo do Chega, isso é incompatível com o Partido Socialista”.

E acrescentou: “O Governo tem que compreender o significado de querer estabelecer alianças com um partido que quer alterar a democracia portuguesa e o Estado de Direito”.

Carneiro deu como exemplo do que alega em relação ao Chega o facto de este partido ter anunciado uma manifestação após o veto do Presidente da República à lei dos estrangeiros, na sequência do chumbo de cinco normas deste diploma pelo Tribunal Constitucional. “Ou seja, uma manifestação contra um tribunal mostra-nos bem o que é que pretendem estas pessoas em relação ao regime democrático”, salientou.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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