Castelo de Vide: Montenegro anuncia reforço da autonomia das escolas

O primeiro-ministro anunciou hoje, em Castelo de Vide, a criação  de um novo regime de autonomia e governação das escolas, com eleição geral do diretor.

Numa intervenção totalmente centrada na educação e na ciência, Luís Montenegro antecipou as críticas ao silêncio sobre os restantes temas da atualidade política.

«Eu já sei que muitos vão dizer, mal acabe de falar, que eu não falei do caso A, da situação B ou da oposição C. Até prevejo que muitos dirão que fugi de falar isto ou daquilo. Podem dizer o que quiserem, isso é democracia, mas eu também disse o que quis, e isso também é democracia», afirmou.

O presidente do PSD encerrou hoje a 22.ª edição da Universidade de Verão do partido, iniciativa de formação de jovens quadros que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide, com um discurso, de mais de 40 minutos, totalmente centrado nas áreas da educação, da ciência e da inovação, sem qualquer referência à ameaça de moção de censura do Chega ao Governo, e com críticas à oposição apenas centradas no que os anteriores executivos do PS deixaram por fazer nestes setores.

«Nós vamos, nos próximos tempos, criar um novo regime de autonomia e governação das escolas, com uma eleição geral do diretor da escola, com a sua autonomia reforçada e com a prestação de contas», anunciou Montenegro.

O primeiro-ministro disse que o Governo irá também «dinamizar o estatuto do diretor e valorizá-lo do ponto de vista das suas remunerações», bem como «equiparar as condições remuneratórias dos reitores das universidades politécnicas com os restantes reitores».

«E vamos criar uma nova universidade: a Universidade de Bragança e do Norte Interior, que vai ser o culminar do processo de transformação da Universidade Politécnica de Bragança», disse.

O chefe do Governo disse ainda que o executivo irá aprovar em breve «uma nova lei da ciência e inovação», visando estabelecer «um novo ecossistema em Portugal que possa ser uma referência na Europa e no mundo».

«Também vamos ter uma discussão sobre as prioridades de investigação e inovação, porque naturalmente nós não podemos querer ser competitivos em tudo. Também há uma grande ligação da economia à inovação, para podermos ter apostas estratégicas em setores do conhecimento, que depois também são setores económicos, onde possamos ser mais competitivos», disse.

Montenegro considerou que a mudança que o Governo está a fazer no sistema educativo e científico é «verdadeiramente nuclear e estrutural do futuro de Portugal».

«Uma reforma que torna as nossas instituições mais flexíveis e com foco na mudança e no futuro, uma reforma que vai colocar as entidades do Ministério da Educação verdadeiramente ao serviço dos alunos e que vai permitir reduzir a burocracia na vida dos professores, na vida dos diretores e na vida das famílias», disse.

Montenegro defendeu que «Portugal precisa deste tipo de reformas e transformações, reformas consistentes, baseadas em análises aprofundadas, exigentes e transparentes».

«Nós assumimos os problemas que os outros deixaram na gaveta, mas nós não nos estamos a queixar disso, só estamos a dizer que partimos daí. Foi esse também o mandato que os portugueses nos deram e é por isso que isto vai continuar», assegurou.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar artigo:

ASSINE AQUI A SUA REVISTA

Opinião

ALENTEJO CARTOONADO
por Rui Pimentel

O ALENTEJO DE SARAMAGO
Roteiros

CARLOS LEITÃO
Crónicas

BRUNO HORTA SOARES
É p'ra hoje ou p'ra amanhã

Caro? O azeite?

PUBLICIDADE

© 2026 Alentejo Ilustrado. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por WebTech.

Assinar revista

Apoie o jornalismo independente. Assine a Alentejo Ilustrado durante um ano, por 48,00 euros (IVA e portes incluídos)

Pesquisar artigo

Procurar