Em Estremoz, José Luis Carneiro pede proteção de cidadãos detidos por Israel

O líder do PS afirmou em Estremoz que o Governo português está a garantir toda a proteção diplomática e consular aos portugueses detidos por Israel, assegurando que “está a fazer todo o possível".

À margem de uma ação de campanha em Estremoz, José Luís Carneiro disse que, “neste momento o Estado [pelas informações que dispões] está a fazer tudo o que pode fazer”.

O secretário-geral socialista lembrou que já assumiu responsabilidades semelhantes no passado. “Devo dizer que tive que o fazer muitas vezes quando era secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que é assegurar a proteção diplomática e consular a quem se vê em circunstâncias difíceis ou mesmo nestas circunstâncias”, afirmou.

Questionado sobre os três portugueses que integravam a flotilha humanitária rumo a Gaza e foram detidos pelas autoridades israelitas, o líder do PS destacou que se trata de matérias de Estado, sublinhando que estas “têm o apoio do Partido Socialista”.

Carneiro escusou-se, contudo, a fazer comentários sobre os detidos. “Não faço juízo de valor sobre aquilo que são atitudes individuais na expressão de uma liberdade, de uma autonomia e também de uma responsabilidade que as pessoas assumem na sua vida pessoal”, disse.

Reforçando a posição do partido, acrescentou que “o Governo português tudo deve fazer para assegurar a proteção diplomática e consular aos portugueses que se encontram naquelas circunstâncias”, lembrando ainda que “uma dessas portuguesas é mesmo titular de um órgão de soberania”.

O líder do PS pôs ainda as mãos na massa e fez um uma pomba da paz em barro num atelier dos tradicionais bonecos de Estremoz, onde também recebeu uma outra peça que espera que inspire a “Primavera do PS”.

O dia de campanha para as autárquicas da caravana começou em Estremoz, no meio do barro e das tintas, com uma visita à loja e atelier das Irmãs Flores, que fazem figurado de Estremoz, uma arte secular reconhecida em 2017 como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. 

Carneiro entrou na oficina, que também funciona como loja, e foi recebido por Perpétua – que tem tanto tempo de trabalho nesta arte como o líder do PS tem de vida, 53 anos – que deu logo indicações ao líder do PS: “Pode-se sentar ali e começar a trabalhar”. Avisando que não vinha equipado, o socialista seguiu as orientações, ainda tentou negociar pintar, mas Perpétua foi dizendo que era mais difícil e decidiu que seria melhor dar-lhe “um bocadinho de barro”.

Sujando as mãos e ficando com elas da cor do barro, Carneiro foi seguindo os passos que lhe eram ensinados por quem sabia: “faz uma bola”, “isso, assim”, “puxa um bocadinho do barro para cima”, “no fim fica artista”.

“É uma pomba. A pomba da paz. Estamos a ser atacados pelos falcões da paz, nada como levantar a pomba da paz”, exclamou o líder do PS, visivelmente satisfeito, recebendo uma salva de palmas dos presentes e a confirmação de que tinha feito bem o seu trabalho: “temos barrista”.

Trabalho concluído e peça entregue à comitiva para que fosse levada em segurança, Carneiro recebeu uma prenda do anfitrião socialista, que quis oferecer uma das mais emblemáticas peças, “A primavera de Estremoz”.

“Que seja também uma primavera para o PS”, desejou o secretário-geral do PS.

José Luís Carneiro, ainda na bancada, tinha gostado da Senhora das Misericórdias, considerando que era bom para proteger os candidatos autárquicos do PS, tendo Perpétua explicado que era uma santa “para ajudar os pobres”.

Com a pequena oficina cheia de repórteres de imagem, fotojornalistas e jornalistas, a dada altura ouviu-se o baralho de alguma coisa a partir, tendo resultado nuns cacos no chão. “O Papa Francisco quando veio a Portugal recebeu três peças nossas. Uma oferecida pelo Governo, uma por nós e outra pela Câmara de Lisboa”, contava nessa altura a artesã.

O líder do PS fez questão de enaltecer esta arte e defendeu que “isto mostra como os produtos dos territórios podem ser atividades importantes”, sendo uma oportunidade de vida para as mais jovens gerações.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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