Em Gavião, Seguro pede coragem ao Governo e exige resultados na saúde

No segundo dia de campanha no Alentejo, candidato presidencial apela à coragem do Governo para agir e concretizar as soluções já identificadas para o sector da saúde, defendendo que “chega de palavras” e que o país precisa de resultados que garantam respostas atempadas aos cidadãos.

“Estão identificadas as soluções, é preciso é coragem para agir. O Governo tem que ter essa coragem”, respondeu António José Seguro aos jornalistas, no Gavião, em Portalegre, quando questionado sobre a situação na saúde.

Sobre se a ministra da Saúde tem condições para continuar no cargo, o candidato presidencial apoiado pelo PS voltou a escusar-se a responder e preferiu focar-se nas preocupações que tem com o sector.

“A minha preocupação é que os portugueses, quando querem marcar uma consulta tenham a consulta no tempo certo, a horas certas, tenham urgências abertas, que as intervenções cirúrgicas sejam feitas quando as pessoas precisam, com mais médicos, mais profissionais de saúde, melhor estatuto dos profissionais de saúde no nosso SNS”, defendeu.

António José Seguro lembra que Portugal tem “mais médicos que a média europeia a nível nacional”, mas “poucos médicos no SNS”.

Questionado sobre se acha que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o ouviu quando pediu explicações ao Governo, o candidato presidencial respondeu: “Se ele me ouviu, fico feliz, mas mais do que ouvir é preciso agir e é preciso que da ação resultem soluções”.

“Os portugueses” – sublinhou – “têm que ter acesso a tempo e horas aos cuidados de saúde e isso deve ser uma preocupação e uma prioridade de todos, todo o país. Chega de palavras, é preciso resultados”.

Nesta sua passagem por Gavião, pediu uma oportunidade para se mostrar ao serviço “num alto cargo da nação”, estimando que para tal precise de 2,5 milhões de votos dos portugueses na segunda volta.

“Eu nunca tive a oportunidade de servir num alto cargo da nação para mostrar aquilo que sou capaz de trabalhar para oferecer a este país. Estou convencido, estou convicto, estou mesmo seguro que vai ser desta vez”, disse António Seguro, numa receção na Câmara Municipal de Gavião.

Após receber o convite do presidente da autarquia, o socialista António Severino, para visitar o concelho enquanto Presidente da República, Seguro aceitou “com gosto”, mas salientou que isso não depende só de si.

“Não vai depender só do meu voto, mas se depender dele serei eleito Presidente da República. Espero que isso possa alastrar a, pelo menos, dois milhões e meio de portugueses, que me possam confiar a Presidência da República”, referiu.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: José Coelho/Lusa

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