No final da cerimónia militar que fechou as comemorações do 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), em Vila Viçosa, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que a nova lei do trabalho ainda tem que dar vários passos.
“Faz sentido ser discutida na concertação social, faz sentido ser discutida com os partidos”, pelo que “é uma matéria em que a procissão ainda vai no adro”, afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas.
O Presidente da República salientou que o país vai esperar que o processo seja concluído, prevendo que esta proposta do Governo “só será discutida no parlamento no final deste ano, provavelmente só no ano que vem”.
Marcelo destacou igualmente que a votação da proposta de Orçamento do Estado para 2026 termina no final deste mês.
O secretário-geral da CGTP anunciou uma greve geral para 11 de dezembro, no sábado, no final da marcha nacional contra o pacote laboral, em Lisboa.
Em Vila Viçosa, o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, presidiu à cerimónia militar do 51.º aniversário do EMGFA e à evocação do Condestável Nuno Álvares Pereira, São Nuno de Santa Maria.
Na cerimónia militar, o Chefe de Estado, conferiu ao Comando Conjunto para as Operações Militares a medalha de Serviços Distintos, grau Ouro.
Nas declarações aos jornalistas, escusou-se a comentar a afirmação de Gouveia e Melo de que terá sido uma alegada tentativa do chefe de Estado de o travar que o decidiu a entrar na corrida presidencial.
“Tenho como princípio, desde que fui candidato presidencial, não comentar os presidentes anteriores. Depois, como presidente, não comentei os presidentes que me antecederam”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, admitindo que possa ter havido “quem tenha especulado, quem tenha dito, quem tenha noticiado” mas, observou, não há nenhuma entrevista com palavras suas.
“Não há nenhuma entrevista com palavras minhas, pronunciando-me sobre quem é chefe, quem não é, quem é que deve ser, quem não deve ser chefe de um determinado ramo das Forças Armadas” ou “quem deve ser ou não candidato presidencial”, resumiu.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Rui Ochoa/Presidência da República
















Uma resposta
Pois é.
Marcelo o que mais deseja é ter um sucessor mindinho, da sua laia.