Enfermeiros da ULS do Alentejo Central queixam-se do enfermeiro diretor

A administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central confirmou a apresentação de queixas por parte de trabalhadores enfermeiros contra o enfermeiro diretor, sem especificar o teor das mesmas.

Numa notícia do jornal Observador, publicada na quarta-feira à noite, é referido que o enfermeiro diretor do Conselho de Administração daquela instituição é «alvo de 15 queixas por ‘padrão de gestão baseado no medo’».

Segundo o jornal, «vários enfermeiros denunciaram ao Conselho de Administração (CA) da ULS (e também ao departamento do trabalho daquela unidade) situações de assédio moral, ameaças, injúrias, retirada de competências, intimidação, humilhação pública, violação de direitos ou coerção levadas a cabo por Emanuel Boieiro».

Segundo fonte da CA da ULS do Alentejo Central, «foram rececionadas queixas» de enfermeiros contra o enfermeiro diretor.

Contudo, instada sobre quantas queixas recebeu e qual o teor das mesmas, a instituição não se pronunciou.

«Todas as exposições, participações ou queixas formalmente apresentadas [a esta ULS] são analisadas de acordo com os mecanismos legalmente previstos, no estrito respeito pelos princípios da legalidade, imparcialidade, confidencialidade, proteção de dados pessoais e salvaguarda dos direitos de todos os profissionais envolvidos», explicou.

A ULS do Alentejo Central disse, em termos gerais, que, «sempre que os factos reportados o justifiquem, são desencadeados os procedimentos adequados, designadamente processos de averiguação, inquérito ou outros mecanismos legalmente admissíveis».

O objetivo, acrescentou, é o «apuramento da verdade material e eventual determinação de responsabilidades, pelas entidades competentes».

Devido ao «dever legal de sigilo e da proteção da reserva da vida privada», a ULS referiu que «não pode comentar, confirmar ou divulgar publicamente elementos relativos a processos, situações disciplinares, dados clínicos, baixas médicas ou quaisquer circunstâncias relacionadas com a saúde física ou psicológica dos seus profissionais, sem consentimento dos próprios».

«A instituição realça a importância de se averiguarem os factos e rejeita igualmente qualquer generalização suscetível de colocar em causa a integridade, dedicação e profissionalismo das equipas e de quaisquer dos seus profissionais, cujo trabalho diário representa um pilar essencial da prestação de cuidados de saúde à população», limitou-se a acrescentar.

Já a coordenadora no Alentejo do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Carolina Ribeiro, disse saber do caso pela notícia do jornal, mas realçou que nada lhe chegou oficialmente.

A Ordem dos Enfermeiros está a investigar o caso e já acionou o órgão disciplinar, confirmou ao Observador o bastonário, Luís Barreira.

Já a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) reconheceu ao jornal ter recebido “as queixas dos enfermeiros da ULS, estando a analisar o conteúdo das mesmas para decidir se abre um inquérito”, pode ler-se na notícia.

Texto: Alentejo llustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

Uma resposta

  1. O Enf. Diretor Emanuel está a fazer bom trabalho, problema é a bandalheira que o anterior deixou, agora não aceitam regras, disciplina método de trabalho..

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