O maior número de lugares por ocupar encontra-se em Beja, com 167 vagas, seguindo-se a Universidade de Évora, com 110, e a Politécnica de Portalegre, com 101. Na segunda fase foram colocados, respetivamente, 105 estudantes em Beja, 231 em Évora e 191 em Portalegre.
Os dados mostram situações distintas nas três instituições. A Universidade de Évora registou uma taxa de ocupação nesta segunda fase do Concurso Nacional de Acesso de 67,7%, enquanto Portalegre atingiu 65,4%. Em Beja, a taxa ficou nos 38,6%, apesar de ter aumentado significativamente face ao ano anterior, quando se situara nos 15,6%.
Na Universidade de Évora, as vagas que ficaram por preencher concentram-se exclusivamente em cursos da Escola de Ciências e Tecnologia. Bioquímica é o curso com mais lugares disponíveis, 16, enquanto Engenharia Mecatrónica, Enologia, Física e Química e Engenharia de Energias Renováveis têm 12 vagas cada. Seguem-se Biotecnologia, com 11, Biologia e Geologia e Inteligência Artificial e Ciência de Dados, com oito cada, e Matemática, com sete.
Na Universidade Politécnica de Beja, as maiores disponibilidades encontram-se em Engenharia Informática, com 47 vagas, e Agronomia, com 46. Permanecem também disponíveis 24 lugares em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, 20 em Engenharia do Ambiente e 19 em Gestão de Empresas em regime pós-laboral.
Já no caso da Universidade Politécnica de Portalegre, Engenharia Informática tem ainda 18 lugares disponíveis. Vêm depois Engenharia Química e Biológica e Equinicultura, ambas com 14, Agronomia, com 12, e Línguas Aplicadas em Comunicação Digital, com 11.
Segue-se a terceira fase do concurso. Cada instituição decide quais os cursos que abre nesta fase e o respetivo número de vagas, que pode incluir os lugares agora sobrantes e os que venham a ser libertados por estudantes que não concretizem a matrícula. As vagas serão divulgadas a 9 de outubro e as candidaturas decorrem entre 10 e 12 de outubro, através do site do Instituto para o Ensino Superior.
Este ano, o calendário do acesso ao ensino superior foi ainda marcado pelos problemas verificados com a classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário, que atrasaram a divulgação das notas, obrigaram à revisão de milhares de classificações e originaram um número invulgar de pedidos de reapreciação. Perante esta situação, a tutela decidiu criar uma época extraordinária de exames.










