Esta obra de José Mário Branco foi «escrita de rajada em 1979 no rescaldo da revolução, e gravado em 1981, num ambiente político e social difícil e incerto».
O autor utiliza «uma linguagem coloquial, direta e sarcástica, para refletir sobre o clima de desconfiança face às instituições financeiras internacionais e alertar para o risco de as conquistas sociais serem postas em causa por condições de ajustamento económico impiedosas. Uma obra que denuncia a submissão a estruturas de poder globais sob a capa de solidariedade», lê-se no programa de apresentação do espetáculo.
Não será a primeira vez que José Coelho dirá o “FMI”. Fê-lo muitas vezes ao longo da sua carreira artística, que começou como vocalista de bandas de bares, antes de, em 2012, se dedicar ao teatro, dirigido por Manuel Jerónimo, interpretando Shakespeare nas várias adaptações deste encenador.
Prosseguiu no Intervalo Grupo de Teatro, dirigido por Armando Caldas, em muitas produções em que naquela casa participou. Para além destes espetáculos, foi ainda Lennie Small em “Ratos e Homens”, de Steinbeck, e Marquês de Pombal em “A Ceia do Marquês”, espetáculo idealizado por Fátima Morais, escrito, concebido e dirigido por Carlos Paiva. É novamente sob a direcção de Manuel Jerónimo que participa em “Demokratía”, com texto da autoria do encenador. Em 2024 ingressou na Associação Era Uma Voz.
A Era Uma Voz é uma associação cultural e recreativa sem fins lucrativos, fundada em 2018, com sede em Casa Branca, uma freguesia do concelho de Sousel, com cerca de novecentos habitantes.
Tem como objetivo reduzir a assimetria da oferta cultural entre o litoral e o interior do País e contribuir para a dinamização da região, a inovação e mudança sociais através da Arte e da Cultura, promovendo a capacitação, o desenvolvimento e o bem-estar da comunidade local.
O bilhete de entrada para este evento é de cinco euros (3,5 para os sócios), com a oferta de um copo de vinho da região.












