Na opinião do júri, “a obra distinguida revela maturidade literária, domínio da linguagem e capacidade de construção simbólica”, além de que “articula uma atmosfera densa e inquietante com o seu oposto”, numa abordagem delicada da memória e das relações humanas.
Segundo a ata, “as personagens que protagonizam as múltiplas narrativas desta obra atravessam fronteiras entre o real e o onírico, entre a memória e o delírio, encenando uma reflexão profunda sobre o tempo, a identidade, o peso da herança e uma inevitável repetição dos ciclos humanos levando a narrativa a uma dimensão metafísica e epistemológica: a fronteira entre vida e morte, sonho e realidade, passado e futuro”.
O júri foi composto pelos autores Afonso Cruz, Safaa Dib e Roberto Mendes.
O Prémio Literário de Ficção Científica Mariano Gago/Era Uma Voz, com o patrocínio da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, tem como objetivo incentivar a escrita de ficção científica em Portugal.
De acordo com os promotores, esta distinção reconhece na imaginação literária “o mesmo impulso de futuro que guiou a vida e a obra de Mariano Gago, ou seja, a convicção de que Ciência, Conhecimento e Criação são forças inseparáveis para compreender e transformar o mundo”.
Filomena Costa é professora de Filosofia no ensino secundário, mestre em Filosofia Moderna e Contemporânea pela Universidade do Porto e tem formação em Filosofia para Crianças. Em 2013 venceu o VIII Concurso Literário Nacional – Conto Infantil de Cabeceiras de Basto.
É autora das obras “A Terra do Meio” e “O Mundo do Avesso”, destinadas ao público infantojuvenil, e conta ainda com textos em várias antologias, entre as quais “Uma Cidade com Alma”, “Minha Mãe”, “Natal em Palavras”, “Poesia Portuguesa Contemporânea”, “Liberdade”, “Três Quartos de um Amor” e “Entre o Sono e o Sonho”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Associação Era uma Voz/D.R.











