“O Presidente da República apresenta à família, amigos e admiradores de Clara Pinto Correia os seus afetuosos sentimentos, consternado pela sua partida prematura”, lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na internet.
O chefe de Estado recorda Clara Pinto Correia como alguém que “juntava à alegria de viver uma inteligência e um brilho que se expressaram na intervenção oral e escrita, no magistério científico e na comunicação com os outros”.
“Não deixou nunca ninguém indiferente. Daí o sentido de ausência por todos partilhado neste momento”, acrescenta o Presidente da República.
A escritora Clara Pinto Correia, de 65 anos, foi encontrada morta na sua casa, em Estremoz.
Escritora, bióloga e professora universitária, a autora do romance “Adeus Princesa”, publicado aos 25 anos, destacou-se tanto ao nível das ciências como da literatura, tendo ainda sido cronista, jornalista, apresentadora e até atriz, no filme “Kiss me” (2004), de António Cunha Telles.
Muito para lá dos livros científicos, Clara Pinto Correia cedo se começou a dedicar à literatura, tendo publicado aos 23 anos, em parceria com outras escritoras, o livro “Anda uma mãe a criar filhas para isto”.
Dois anos depois publicou aquele que se tornaria o seu mais conhecido romance, “Adeus, Princesa”, que teve na altura, um grande impacto junto da crítica, que chegou a classificá-lo como “um dos livros notáveis de 1985”.
“Ponto Pé de Flor”, “A Mulher Gorda”, “Domingo de Ramos”, “Clonai e Multiplicai-vos”, “A Ilha dos Pássaros Doidos”, “A Deriva dos Continentes” e “Mais que Perfeito”, são apenas alguns dos títulos da quase meia centena que publicou.
Durante muitos anos, a autora foi uma figura pública marcante em Portugal, quer pelas suas obras, como pelo cruzamento que fez entre ciência, literatura e comunicação, mas também pela sua presença mediática.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












2 Responses
RIP. 😥
Gostei das suas intervenções tanto na ciência,na literatura como na comunicação.
Ainda não li nenhum livro dela mas vou comprar o “Adeus Princesa” do qual tenho ouvido falar.
Que descanse a sua alma.