Estrutura de custos “elevada” condiciona orçamento em Vendas Novas

A Câmara de Vendas Novas aprovou para este ano um orçamento de cerca de 17,2 milhões de euros, num documento que o presidente do município, Ricardo Videira, classifica como "realista" e condicionado por elevados custos fixos e compromissos já assumidos.

“Ainda que tenha havido um aumento de receita, sobretudo proveniente das transferências do Orçamento do Estado, a diminuição da previsão de receita com financiamentos comunitários absorveu grande parte deste aumento”, revela, explicando que esta diminuição “deve-se a projetos com financiamentos aprovados não executados”, como a Loja do Cidadão e a Estratégia Local de Habitação (ELH).

“É um orçamento realista, marcado por uma estrutura de custos fixos elevada e por compromissos já assumidos, que absorvem grande parte das receitas do município, libertando poucas verbas para investimentos”, assinala. O orçamento destina 13,6 milhões de euros para despesas correntes e menos de 3,3 milhões para despesa de capital.

Quanto aos projetos previstos para este ano, Ricardo Videira destaca os investimentos no complexo escolar, de 369 mil euros, nas Redes Culturais e Transição Digital (126 mil) e no projeto Bairros Comerciais Digitais (730 mil) e garante que a introdução do saldo da gerência “permitirá lançar projetos estruturantes, como a requalificação de uma escola do 1.º ciclo para criação de duas novas salas de aula e o Plano Municipal de Ação para os Resíduos Urbanos”.

A requalificação do centro de saúde, a construção de habitação social, a renovação e ampliação das redes de esgotos, a renovação e ampliação das redes de água e a constituição da bolsa de terrenos municipais são outros dos projetos.

De acordo com o autarca, o Município também pretende avançar com um loteamento municipal com 36 fogos destinados a habitações unifamiliares e a requalificação de rede viária, com recurso a financiamento bancário.

No que toca a taxas e impostos municipais, mantêm.se os valores cobrados no ano passado, com o Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) fixado em 0,33% e com descontos de 30 a 140 euros para famílias com dependentes, enquanto a participação no IRS é de 5%, a taxa máxima legal.

Já a derrama permanece nos 1,5% sobre o lucro tributável das empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros, enquanto, para as que têm até 150 mil de volume de negócios, a taxa é de 0,75%.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Arquivo/D.R.

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