O projeto integra o trabalho académico do último ano do curso e assenta na adaptação criativa de uma das obras mais singulares da literatura do século XX.
De acordo com o IP Beja, o ponto de partida foram os 87 relatos de crimes que compõem este clássico da literatura, a partir dos quais os estudantes foram desafiados “a expandir narrativamente os textos originais” e a desenvolver “um conjunto de webséries transmedia, pensadas para difusão em plataformas digitais como o YouTube, Instagram e TikTok”.
O exercício implicou não apenas a adaptação narrativa, mas também a conceção, produção e realização audiovisual dos conteúdos.
Do desafio lançado resultou “a produção de sete webséries ficcionadas onde a criatividade e o sentido crítico dos estudantes cruzam os universos narrativos de Max Aub com problemáticas contemporâneas”, acrescenta a mesma fonte.
Entre os temas abordados, destaca-se “a reflexão sobre a desinformação no espaço mediático, potenciada pela utilização das redes sociais”, numa aproximação entre a ironia mordaz dos textos originais e fenómenos atuais do ecossistema digital.
O IP Beja acrescenta que as webséries foram desenvolvidas no âmbito de “um trabalho académico, suportado por metodologias de aprendizagem ativas”, que, segundo a instituição, assume particular relevância para a formação dos estudantes e para o “desenvolvimento das competências e aptidões dos estudantes do curso de audiovisual e multimédia”.
Essas competências, acrescenta o Instituto, “têm vindo a ser valorizadas pelo mercado de trabalho, nomeadamente, por produtoras de relevância nacional no domínio do audiovisual”, o que se reflete “na crescente procura de estudantes do IPBeja para a realização de estágios e inserção profissional”.
A produção contou com o apoio de várias entidades da região. Segundo o IP Beja, esse apoio concretizou-se “através da cedência de espaços cénicos e da participação de atores”, numa colaboração que “se traduz numa relação de ganhos mútuos”. Para além de contribuir para a concretização dos projetos académicos, esta articulação com parceiros locais visa “o fortalecimento de parcerias” e “a valorização da imagem da cidade de Beja e da região”.
Texto: Alentejo Ilustrado |











