Ev.Ex arranca amanhã em Évora para celebrar a palavra e a arte contemporânea

A 6.ª edição da Évora Experimental – EV.EX.2025 arranca esta sexta-feira com a inauguração da exposição EXcriteX, dedicada ao tema da arte e obras experimentais.

O evento, que decore até 30 de janeiro de 2026, é uma iniciativa da Associação Invencionarium, com apoio da Direção-Geral das Artes, da Câmara Municipal de Évora e da Direção Regional de Cultura do Alentejo.

Segundo a organização, a edição deste ano “trata da espiritualidade da palavra que brota das escrituras sem tempo, que é sabedoria divina”.

O termo EXcritEX resulta, pois, da “contração, justaposição e síntese” de es/cri/tu/ra e texto, servindo de mote à “criação de obras experimentais em diferentes linguagens e suportes”.

O evento procura “salientar o desenho da palavra escrita, as linhas de força da letra desenhada, o sinal nas problemáticas contemporâneas da liberdade, identidade e ecologia humana”, e apresenta novas leituras sobre “as materialidades da escrita, a intersemiose das linguagens e a hibridez dos processos”, acrescentam os organizadores, em comunicado.

A inauguração da exposição EXcritEX inclui 65 obras bidimensionais, 16 livros de artistas e 22 vídeos, seguindo-se as performances “O Grau Zero (do gesto) da Escrita”, de Ana Mota, e “Estranho silêncio repleto de sons”, de Carlos César Pacheco.

No dia 15 de novembro, terá lugar a sessão Textgráfica, com a apresentação de livros de Ana Mota, Carlos César Pacheco, Marta Almeida e Sara Franco, a que se seguirá a performance “Métodos de Extermínio em Massa – três poemas sinfónicos”, de Carlos César Pacheco.

A programação prossegue a 29 de novembro, com o “Laboratório de Experimentus Poéticos. Oficina de Poesia das Formas Gráficas”, orientado por Jorge dos Reis, seguindo-se, no dia 13 de dezembro, a apresentação da Global Multimedia Poetry Stands (GMPS).

No dia 10 de janeiro de 2026, será a vez de novos lançamentos literários – incluindo obras de Brenda Segura, Feliciano de Mira, Maria João Lopes Fernandes e Paulo Scavullo -, seguidos da performance “Corpo Silencioso”, por Feliciano de Mira, e a apresentação do Catálogo EXcritEX, por António Guerreiro.

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