Organizada pela Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável e pela associação espanhola Composta en Red, a iniciativa conta, ao longo de dois dias, com apresentações técnicas, mesas-redondas, atividades práticas e visitas a projetos inovadores.
«À semelhança da primeira edição, o encontro pretende criar um espaço de debate alargado sobre os principais desafios e oportunidades da gestão descentralizada de biorresíduos, reunindo entidades públicas, empresas e especialistas», diz a Zero.
Assinalando que «a gestão de biorresíduos assume um papel central na transição para uma economia circular», a associação alerta que, apesar dos avanços, «persistem desafios significativos ao nível da capacidade dos municípios para assegurar um tratamento eficiente na origem».
«A compostagem comunitária e doméstica tem vindo a ganhar relevância como solução complementar, mas a sua implementação eficaz depende de um conjunto de fatores», argumenta.
Entre os aspetos a ter em conta estão, por exemplo, sistemas de recolha de alta eficiência, modelos tarifários adequados, como o PAYT (tarifário proporcional à quantidade de resíduos produzidos), e a adaptação dos regulamentos municipais.
O encontro é dirigido a entidades públicas nacionais, regionais e locais, sistemas de gestão de resíduos, empresas, setor Horeca (hotéis, restauração e cafés) e outros interessados na gestão sustentável de biorresíduos.
A iniciativa realiza-se no âmbito das ações de capacitação previstas e apoiadas pelo projeto Interreg Euro-MED CirBioWaste.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












