Intitulada A Vida Feral, Sem Desviar o Olhar, a obra parte de uma reflexão sobre a violência humana e a repetição de ciclos históricos. «A peça parte da memória da violência humana e da forma como a história repete ciclos de destruição, perda e sobrevivência», refere a companhia.
Em palco, «os corpos atravessam um espaço marcado por tensão, vulnerabilidade e resistência, num percurso onde passado e presente se cruzam», acrescenta a mesma fonte.
A criação convoca também uma figura simbólica, a de Noé, «não como salvador, mas como testemunha», sublinha a companhia, explicando que esta presença «remete para uma humanidade que tenta construir abrigo e preservar fragmentos, mesmo quando já não consegue impedir o colapso».
Segundo a CDCE, A Vida Feral, Sem Desviar o Olhar é um espetáculo «sobre permanecer diante daquilo que se perde. Sobre olhar a violência, a fragilidade e a sobrevivência sem procurar uma saída fácil».
Com direção e coreografia de Nélia Pinheiro, a peça conta com interpretação de Francisco Freire, Gustavo Nunes, Inês Afonso, Inês Gil, Rafaela Nunes e Sara Gomes. A criação sonora é de Gonçalo Almeida Andrade, os figurinos de José António Tenente e o desenho de luz de Nuno Meira, contando ainda com acompanhamento artístico e científico de Suresh Nampuri.
A produção é da CDCE 2026, com apoio do C.A.M – Centro Artes Marvila, e resulta de uma coprodução entre a Companhia de Dança Contemporânea de Évora e o Cine-Teatro Avenida.












