Évora: Decsis fatura 7,9 milhões ao Estado e entra com pedido de insolvência

A Decsis, empresa que se apresenta como “um dos principais ‘players’ do mercado português” de tecnologias de informação, entrou com um pedido de insolvência de pessoa coletiva no Tribunal de Évora, cidade onde tem escritórios e emprega cerca de 15 pessoas.

O processo, com o número 1380/25.0T8EVR, deu entrada no Juízo Local Cível de Évora no início de agosto, tendo esta quarta-feira o jornal económico Eco noticiado que uma empresa do mesmo grupo, a Decunify, foi declarada insolvente pelo Tribunal Judicial do Porto, dispondo agora os credores de um mês para “reclamar os seus créditos, antes da reunião de credores agendada para 29 de outubro”.

O pedido de insolvência de Decufiny foi apresentado no mesmo dia do da Decsis, 5 de agosto, sendo que a longa lista de credores inclui empresas como a Caixa Geral de Depósitos, ANA, Infraestruturas de Portugal, Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras.

De acordo com o candidato do Bloco de Esquerda à presidência da Câmara de Évora, Pedro Ferreira, que divulgou o caso, a Decsis “enviou no dia 29 de julho deste ano um email aos seus trabalhadores, cerca de 300 no total, em Évora cerca de 15, a informar do não recebimento de qualquer salário pelo seus serviços prestados. Até hoje, os salários em atraso ainda não foram repostos”.

Pedro Ferreira diz ter sido “com espanto” que o Bloco de Esquerda recebeu a notícia do pedido de insolvência daquela que é “uma das maiores empresas da área das novas tecnologias” e que “possui o monopólio na gestão informática dos municípios do distrito de Évora”, tendo recentemente recebido “cerca de 85 mil euros para a implementação dos bairros digitais”.

“Não compreendo entidades como a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, [que] empurram a operação do dia a dia da informática municipal para uma empresa privada e colocam em risco todos os serviços informáticos do distrito”, acrescenta o candidato do Bloco, antecipando que “Évora poderá ficar sem serviços informáticos, as autarquias poderão ficar sem serviços informáticos”.

O portal BASE regista 201 contratos assinados pela Decsis com entidades públicas, representando quase 7,9 milhões de euros.

A Alentejo Ilustrado pediu esclarecimentos à Decsis sobre o processo de insolvência e a situação da empresa, não tendo até o momento obtido qualquer resposta.

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