A mostra, intitulada Norte Sul Este Oeste, vai estar patente no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo (MNFMC), e tem inauguração marcada para as 15h30 de sábado, podendo ser visitada até dia 13 de setembro.
A iniciativa reúne trabalhos das artistas portuguesas Cristina Ataíde e Margarida Lagarto (na foto), da italiana Angiola Bonanni, da alemã Gisela Weimann e da checa Marie Filippovová.
«São cinco artistas dos quatro cantos da Europa que expõem as suas preocupações com o mundo e/ou as suas propostas artísticas, revelando outros tantos modos de pensar e responder à vida através das artes visuais», refere fonte da organização.
Nascida, em 1951, em Viseu, Cristina Ataíde, que também é comissária da exposição, centra o seu trabalho «na situação dramática das migrações, tema que ocupa um lugar maior na arte contemporânea atual, a par da guerra e das contradições que geram todo o tipo de audiências».
«O tema que Marie Filippovová (1938, Brno) aborda teve e tem igualmente um impacto violento no mundo», indica o Museu, referindo que a artista da República Checa apresenta «um conjunto de desenhos perfurados que aludem aos vazios deixados pelas vítimas do Holocausto».
Angiola Bonanni, nascida em Roma (Itália), em 1942, «pensou os seus desenhos como uma série infinita», reunindo «um conjunto de Coisas do Mundo dos Sapiens: ideias, o feio, o belo, lendas, crenças, o bem e o mal, ilusões… e tudo o que faz parte das vivências da nossa espécie».
Já «os desenhos de Margarida Lagarto (1954, Veiros, Estremoz) partiram dos chamados Primitivos Portugueses deste museu. A artista tinha uma intenção, nunca concretizada, de expô-los em Évora, no espaço de onde partiram e esta exposição revelou-se como o momento propício».
Finalmente, a base do trabalho de Gisela Weimann, que nasceu em 1943, na cidade alemã de Bad Blankenburg, «é o poema Canção dos Espíritos sobre as Águas, de Johann Wolfgang von Goethe, de 1789».
«Os constantes ciclos da natureza são também um tema central e dele faz parte o convite à Maison des Femmes Artistes, uma mesa de refeições que reúne todas as expositoras e faz pensar sobre a condição social das/os artistas», acrescentou a organização.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










