Évora: Dois homens fizeram-se passar por polícias para agredir e roubar sem-abrigo

Dois homens, de 20 e 40 anos, foram detidos em Évora por suspeita de roubo a um homem em situação de sem-abrigo, que terá sido agredido e assaltado por indivíduos que se fizeram passar por agentes de autoridade.

O Comando Distrital de Évora da PSP, anunciou a detenção dos dois homens, através da Esquadra de Investigação Criminal, na sequência de mandados de detenção fora de flagrante delito emitidos por autoridade judiciária pelo crime de roubo.

De acordo com a PSP, na madrugada de 30 de janeiro, os dois suspeitos terão abordado um homem em situação de sem-abrigo na cidade de Évora e, fazendo-se passar por agentes de autoridade, “acordaram a vítima com agressões na face” e “retiraram-lhe os objetos que tinha no bolso, incluindo o único dinheiro de que dispunha”.

Após ter conhecimento da denúncia, “os polícias da Esquadra de Investigação Criminal de Évora iniciaram diligências que permitiram identificar os presumíveis autores do roubo poucas horas depois dos factos, encontrando-os ainda na posse de alguns dos objetos subtraídos”, acrescenta a mesma fonte.

Ainda de acordo com a PSP, “cumpridas todas as formalidades legais que permitiram angariar prova suficiente para  indiciar os suspeitos como autores do roubo, foi proposta à autoridade judiciária a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito, tendo a solicitação sido aceite e os mandados cumpridos”. 

Os dois suspeitos foram presentes a primeiro interrogatório judicial. Ao homem de 40 anos foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva, enquanto o mais novo ficou sujeito a apresentações semanais e proibição de contactos.

Fonte policial acrescenta que, já após a emissão dos mandados, foi denunciado um outro roubo, desta vez na forma tentada, “com contornos semelhantes ao descrito anteriormente e que teria ocorrido minutos antes numa artéria ali próxima, tendo sido possível identificar como autores deste ilícito os mesmos suspeitos”.

A PSP de Évora apela a que todas as vítimas de crimes “denunciem de imediato às autoridades policiais para que seja possível fazer todas as diligências com vista a  identificar e levar à justiça os seus autores”.

Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: D.R.

A imagem utilizada neste artigo é meramente ilustrativa

3 Responses

  1. Cada um destes, deviam ser julgados e castigados, como existia * julgamento sumário * e expulsos de Portugal, caso de não serem portugueses.

  2. ….mas que grande pobreza mental e de espírito…que teria um pobre sem abrigo para roubar? (Castigo máximo ou trabalho forçado, sob chicote!)

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