À margem da cerimónia, que juntou cerca de 500 militares, Nuno Melo destacou tratar-se de “um dos maiores juramentos de bandeira dos últimos anos” em Portugal, aproveitando a ocasião para sublinhar o crescimento do número de efetivos.
“Depois de 15 anos com os números do recrutamento sempre a cair, conseguimos inverter esse ciclo” e, agora, regista-se “um aumento, desde logo, no Exército de perto de 13,5% dos recrutas”, salientou.
O ministro considerou que este crescimento resulta de “20 meses a investir muito” nas Forças Armadas, sublinhando que “quando se valoriza a condição militar e dignificam as Forças Armadas, os resultados acontecem”.
Segundo Nuno Melo, Portugal conta atualmente com quase 24 mil militares, face aos cerca de 22 mil existentes quando iniciou funções, em meados de abril de 2024. “Os números estão a crescer, mas a crescer consistentemente e nos três ramos das Forças Armadas”, afirmou, defendendo que este esforço “tem que ser permanente para que se perceba que o que está a acontecer não é um epifenómeno, não é uma circunstância casual”.
De acordo com o titular da pasta da Defesa Nacional, “se o ritmo que foi conseguido em 20 meses se mantiver, a médio prazo”, o país atingirá um número “próximo dos 30 mil” militares.
Questionado pelos jornalistas sobre um eventual envio de tropas portuguesas para a Gronelândia, no âmbito da NATO, o ministro escusou-se a comentar, remetendo a decisão para o Conselho Superior de Defesa Nacional.
“As missões em que as forças portuguesas intervenham são sempre discutidas em Conselho Superior de Defesa Nacional, que é convocado pelo Presidente da República, e, logo, a questão não se põe”, afirmou, acrescentando que, como ministro da Defesa, nem sequer tem mandato para se pronunciar sobre o tema.
Nuno Melo lembrou ainda que “a Gronelândia é uma região autónoma da Dinamarca com um estatuto muito especial” e defendeu que o seu destino “pertence ao povo da Gronelândia e ao povo dinamarquês”.
“E o que esperamos é que os aliados se comportem como aliados”, reiterou, numa alusão às declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem manifestado a intenção de assumir o controlo da Gronelândia, “a bem ou a mal”.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: UF Centro Histórico/D.R.












