Fonte da Polícia Judiciária (PJ) indicou que os arguidos, dois homens e uma mulher, foram detidos e presentesa primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Évora.
O juiz determinou ainda a proibição de se ausentarem do país, a entrega dos passaportes e a proibição de contactos entre os três suspeitos e outros arguidos no processo, bem como com as entidades que concedem os fundos.
Na terça-feira, em comunicado, a PJ anunciou a detenção de três pessoas por suspeitas de participação num esquema que terá permitido a várias sociedades obter indevidamente mais de 15 milhões de euros em fundos europeus.
«Em causa estão suspeitas da existência de um esquema fraudulento, envolvendo várias sociedades comerciais que, com recurso a faturação fictícia e sobrefaturação, conseguiram obter indevidamente fundos comunitários de valor superior a 15 milhões de euros, ao abrigo dos programas Portugal 2020 e Alentejo 2020», referiu a PJ.
Os suspeitos, dois homens e uma mulher, estão indiciados dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção e associação criminosa.
No âmbito da operação «Fundo Perdido», a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, foram ainda cumpridos «35 mandados de busca e apreensão que visaram domicílios, sedes de sociedades comerciais e um escritório de advogados» em várias zonas do país.
O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Évora.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.









