A programação foi apresentada no Teatro Garcia de Resende, em Évora, onde o diretor artístico da iniciativa, John Romão, explicou que este é um ano de preparação para 2027, articulando diferentes projetos.
«Quisemos compor uma programação com alguns artistas que se apresentam pela primeira vez em Évora, no Alentejo, em Portugal, e com artistas que estão no terreno já a desenvolver os seus trabalhos há algum tempo», afirmou.
Segundo o responsável, a Associação Évora 2027 introduz em 2026 «uma diversidade de linguagens, estéticas e formatos artísticos que dialogam com o conceito orientador, o vagar», apostando numa «programação que oferece diversidade, pertinência europeia e, acreditamos, qualidade e excelência artística».
As iniciativas previstas até ao final do ano articulam projetos inscritos no Livro de Candidatura com outros que vão ser apresentados pela primeira vez no território. Há também projetos em desenvolvimento criativo com vista a 2027 e outros já concluídos, que «desafiam os nossos sentidos e o pensamento crítico».
O público poderá assistir a propostas de criadores nacionais e internacionais nas áreas das artes performativas, música, artes visuais e arquitetura, que dialogam com temas como a paz, a justiça social, a sustentabilidade e a democracia.
Entre os destaques está “The Quiet Volume”, de Ant Hampton e Tim Etchells, a apresentar na Biblioteca Pública de Évora entre 01 e 09 de maio, e “The Resting Assembly”, da Associação Portuguesa de Cenografia, a 20 de junho.
Estão igualmente previstas residências artísticas, conferências e apresentações performativas que cruzam investigação e prática artística. Na música, surge “El Cante Rasgueado”, que junta Niño de Elche aos tocadores de viola campaniça David Pereira e Guilherme Colaço, a 01 de agosto.
O programa inclui ainda o espetáculo participativo “Domínio Público”, de Roger Bernat, entre 25 e 27 de setembro, e o Guadiana — Festival de Literaturas Afro-Ibero-Americanas, dirigido por Antonio Sáez-Delgado, de 09 a 11 de outubro.
«Estes projetos articulam-se numa narrativa contínua em torno do Vagar e reforçam pontes entre o património local, internacional, a experimentação contemporânea e as tradições», sublinhou o diretor artístico.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












