Esta sessão abre um conjunto de três workshops com especialistas que decorrerão ao longo de todo o período de candidaturas. O objetivo, segundo a Associação Évora_27, é «apoiar o desenvolvimento de ideias e ajudar os cidadãos a refletir sobre o conceito de projetos comunitários, colaborativos e de vizinhança».
O primeiro momento é dedicado à explicação das regras das duas linhas de apoio, a cargo de Ana Pais, e é seguido do workshop «Ativação e transformação de comunidades a partir das práticas colaborativas», orientado pela Bússola.
O ciclo prossegue a 18 de setembro com o workshop «Práticas artísticas, participação e comunidades», orientado por Hugo Cruz, com a participação de Alexandra Libânio, que fará a apresentação do projeto da Estação Cooperativa Casa Branca.
A 2 de outubro realiza-se a última sessão, «Processos colaborativos e intervenção social; ocupação e transformação do espaço público», orientada por Léa Prisca López.
Estas sessões acompanham o lançamento de duas convocatórias dirigidas às comunidades: uma destinada aos habitantes do concelho de Évora e outra aos residentes dos 14 municípios do Alentejo Central.
Segundo a Évora_27, as candidaturas «Mê Vizinho» e «Comunidades do Vagar» procuram «criar condições para que residentes, grupos informais e pessoas coletivas desenvolvam projetos que contribuam para a dinamização dos seus territórios, reforcem o sentimento de pertença e promovam uma participação mais ativa na vida comunitária, valorizando os espaços comuns, as relações de vizinhança, o diálogo intergeracional e a cultura».
A convocatória «Mê Vizinho» tem como prioridade a dinamização de espaços públicos e comunitários do concelho de Évora. A organização refere que serão apoiadas iniciativas que incentivem «a sua reabilitação e revitalização», que desenvolvam espaços verdes ou comunitários e que promovam «o convívio entre residentes e a construção de bairros ativos» através da utilização conjunta desses espaços.
Podem candidatar-se pessoas a título individual, grupos informais e pessoas coletivas residentes no concelho. A dotação total é de 100 mil euros, com um apoio financeiro até quatro mil euros por candidatura, para projetos a implementar entre 16 de novembro de 2026 e 1 de outubro de 2027.
Já a «Comunidades do Vagar» destina-se aos residentes da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e apoia projetos comunitários e de participação, bem como projetos de inclusão e diálogo intergeracional.
A Évora_27 explica que esta linha apoia projetos «que reforcem as relações de vizinhança, a identidade comunitária local e a coesão social, que dinamizem os espaços públicos, que criem oportunidades para as comunidades implementarem atividades culturais e artísticas, e que promovam a cooperação entre residentes, instituições e organizações culturais locais».
Esta convocatória terá duas fases de financiamento. A primeira, já aberta, conta com uma dotação de 60 mil euros e apoiará projetos até dois mil euros por candidatura. Podem concorrer pessoas singulares, grupos informais e pessoas coletivas que proponham atividades a realizar no território do Alentejo Central entre 16 de novembro de 2026 e 11 de dezembro de 2027.
A Évora_27 sublinha que «a dimensão e o alcance de uma Capital Europeia da Cultura dependem da sua capacidade de envolver os territórios e as pessoas» e afirma ter vindo «a reforçar a criação de oportunidades de participação para diferentes comunidades do Alentejo».
É neste «compromisso com o território e com as suas comunidades», acrescenta, que surgem as duas convocatórias, «concebidas para apoiar ideias e iniciativas que dão espaço à participação e à capacidade de ação das próprias comunidades».
Texto: Alentejo Ilustrado | Fotografia: Arquido/D.R.










