Ex-candidato social-democrata por Portalegre eleito líder nacional da JSD

João Pedro Luís, de 24 anos, ex-cabeça de lista do PSD pelo círculo eleitoral de Portalegre, foi eleito hoje presidente da Juventude Social Democrata (JSD) com 58% dos votos, no congresso que decorreu em Viseu, superando a adversária Clara de Sousa Alves, advogada e ex-deputada, que obteve 42%.

De acordo com os resultados oficiais, a lista de João Pedro Luís à Comissão Política Nacional da JSD obteve 58% do total — 315 votos — e a da adversária Clara de Sousa Alves conseguiu 42% (230 votos).

João Pedro Luís, de 24 anos, foi cabeça de lista do PSD pelo círculo eleitoral de Portalegre nas legislativas de 2022, ainda durante a direção de Rui Rio. Foi também mandatário nacional da juventude do atual primeiro-ministro Luís Montenegro, quando este foi eleito presidente do PSD em 2022, e é atualmente secretário-geral da JSD.

O dirigente da «jota» vai substituir no cargo o deputado João Pedro Louro, eleito em junho de 2024 com 81% dos votos. Louro foi então candidato único à presidência da JSD e só cumpriu um mandato de dois anos, uma vez que não se podia recandidatar depois de atingir a idade-limite de 30 anos para militar na estrutura.

Antes dele, presidiram à JSD Alexandre Poço, atual vice-presidente da bancada social-democrata e do partido, e Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto no XXV Governo Constitucional. As últimas eleições disputadas na estrutura tinham sido em 2020, quando Alexandre Poço venceu a então deputada Sofia Matos.

O congresso será encerrado pelo presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Nos eixos gerais da moção de estratégia de João Pedro Luís — intitulada «Geração com causas: uma agenda mobilizadora para os jovens portugueses» —, o novo presidente assume como linha central da ação da JSD a emancipação jovem e defende que a estrutura tem de ter posições claras sobre vários temas. «Uma geração com causas é uma geração que toma posição. E uma organização com estratégia é aquela que não deixa dúvidas sobre o que defende», refere.

João Pedro Luís propõe na sua moção penas mais pesadas para os crimes de violência sexual, que considera «uma das formas mais graves de violação da dignidade humana, com impacto profundo e duradouro na vida das vítimas», e alarga este combate à discriminação «desde o racismo, à xenofobia, ao machismo e à homofobia».

O dirigente da «jota» pede «respostas adequadas» do Estado nas áreas da saúde mental e saúde sexual e «uma abordagem integrada» para responder a problemas como o «acesso à habitação, a precariedade laboral, a dificuldade de integração no mercado de trabalho, os custos de mobilidade e a instabilidade na construção de um projeto familiar».

Entre as propostas, João Pedro Luís defende o alargamento e consolidação do programa Creche Feliz para crianças até aos cinco anos e o reforço das ligações ferroviárias entre capitais de distrito, com o alargamento do Passe Ferroviário Verde ao transporte rodoviário onde a ferrovia não chega.

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.

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