EXcritEX encerra este sábado na Igreja de São Vicente, em Évora

A edição deste ano da EXcritEX, dedicada à espiritualidade da palavra e à experimentação artística em torno da escrita, encerra este sábado, em Évora, com uma programação que inclui lançamentos literários, uma performance e a apresentação do catálogo do evento, que decorre até 30 de janeiro de 2026.

Iniciativa da Associação Invencionarium, o evento propõe-se “salientar o desenho da palavra escrita, as linhas de força da letra desenhada, o sinal nas problemáticas contemporâneas da liberdade, identidade e ecologia humana”, apresentando novas leituras sobre “as materialidades da escrita, a intersemiose das linguagens e a hibridez dos processos”.

O encerramento, inclui a apresentação de novos lançamentos literários, nomeadamente “Uma Casa no Tempo”, de Maria João Lopes Fernandes, “Badazizi”, de Paulo Scavullo, e “About Lines: Visual fragments for an imaginary landscape against resignation”, de Feliciano de Mira.

O programa termina com a performance “Corpo Silencioso”, por Feliciano de Mira.

Trata-se de uma iniciativa financiada pela Direção-Geral das Artes, pela Câmara Municipal de Évora e pela Direção Regional de Cultura do Alentejo, com o apoio da Alentejo Ilustrado.

Segundo a organização, a edição deste ano “trata da espiritualidade da palavra que brota das escrituras sem tempo, que é sabedoria divina”. A designação EXcritEX resulta da “contração, justaposição e síntese” de es/cri/tu/ra e texto, servindo de mote à “criação de obras experimentais em diferentes linguagens e suportes”.

A programação integrou um conjunto alargado de obras e formatos, reunindo 65 obras bidimensionais, 16 livros de artista e 22 vídeos. Ao longo da edição realizaram-se também performances, como “O Grau Zero (do gesto) da Escrita”, de Ana Mota, e “Estranho Silêncio Repleto de Sons”, de Carlos César Pacheco.

Entre os momentos já realizados, destacou-se ainda a sessão Textgráfica, a 15 de novembro, com a apresentação de livros de Ana Mota, Carlos César Pacheco, Marta Almeida e Sara Franco, seguida da performance “Métodos de Extermínio em Massa — três poemas sinfónicos”, de Carlos César Pacheco.

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