A atividade criminosa investigada, segundo o Ministério Público, «tinha cariz internacional e estava organizada para fazer entrar e explorar mão de obra de pessoas oriundas de diversos países, tais como Argélia e Marrocos».
Com base na acusação, os arguidos — dois cidadãos estrangeiros, com 42 e 32 anos, e uma pessoa coletiva com sede em Espanha — «por diversas vezes, promoveram a entrada em Portugal de cidadãos estrangeiros, em situação irregular, aliciando-os a entrar em território nacional para os introduzir ilicitamente no mercado de trabalho, tudo com intenção de obter benefícios económicos».
Para tanto, acrescenta a mesma fonte, os arguidos «efetuavam promessas de trabalho com o propósito de aliciar as vítimas, com condições de trabalho satisfatórias e que lhes permitia sustentarem-se em território nacional», convencendo-as a «trabalhar a mando e sob as ordens dos arguidos sem que estes alguma vez tivessem tido intenção de cumprir com o prometido quanto à celebração de contratos de trabalho que permitissem a regularização da situação documental dos trabalhadores».
A atividade «desenvolveu-se entre outubro de 2021 e janeiro de 2022, na área territorial de Elvas», e «gerou elevadas quantias em dinheiro», refere o Ministério Público, que promoveu «a perda das vantagens obtidas com a atividade ilícita apurada em valor que ascende a mais de 324 mil euros».
A investigação foi dirigida pelo DIAP Regional de Évora, com coadjuvação da Polícia Judiciária – Diretoria do Sul.










