O Município de Odemira, em parceria com a Rewilding Sudoeste, promove a exposição itinerante «Cápsula do Ambiente – Como as plantas invasoras alteraram a nossa paisagem!», dedicada aos impactos das espécies exóticas invasoras e à importância da conservação da biodiversidade.
A exposição está patente até 17 de agosto na praça dos Fuzileiros, no Almograve. Segue depois para Vila Nova de Milfontes, onde poderá ser visitada entre 17 e 31 de agosto, na avenida Marginal.
A iniciativa resulta da recolha de testemunhos, questionários e fotografias junto da população local, com especial participação dos habitantes mais idosos. O material recolhido permitiu documentar as transformações registadas na paisagem do concelho nas últimas décadas.
Através de imagens comparativas e das memórias de quem vive no território, a exposição propõe uma reflexão sobre a evolução da paisagem e a importância da participação da comunidade na conservação da natureza.
Segundo a Câmara de Odemira, as alterações verificadas na paisagem do Sudoeste Alentejano têm favorecido a instalação e propagação de plantas exóticas invasoras. Estas plantas competem com as espécies nativas, alteram os habitats e contribuem para a perda de biodiversidade.
Estima-se que existam cerca de 50 espécies de plantas invasoras no Sudoeste Alentejano, entre as quais se destacam as acácias, o chorão-da-praia, as canas e a erva-das-pampas.
Estas espécies afetam ecossistemas como dunas, matos costeiros, linhas de água e zonas húmidas, podendo também provocar impactos económicos e contribuir para a degradação da qualidade da paisagem.
A «Cápsula do Ambiente» integra o trabalho de sensibilização desenvolvido no âmbito do Programa Bandeira Azul da Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, reforçando a importância da educação ambiental e da participação pública na conservação dos valores naturais do litoral e do território.










