Pensada a partir da “metáfora e da concretude da matassa”, isto é, um feixe de fios entrelaçados, a mostra tem curadoria de Antonieta Gaeta e apresenta obras de 35 artistas.
A mostra, que nasce de um conjunto de residências artísticas desenvolvidas em Portugal entre 2024 e 2025, resulta de uma candidatura apresentada pela associação cultural Cortex Frontal – Residências e Oficinas, sediada em Arraiolos, à Direção-Geral das Artes (DGArtes).
“Estruturada a partir da metáfora e da concretude da matassa — feixe de fios entrelaçados —, a mostra propõe uma lógica não linear, marcada por sobreposições, acumulações e interdependências entre 34 artistas. Entre o artesanal e o tecnológico, tradição e inovação, dialogam evidenciando processos, gestos e decisões, que moldam cada obra”, refere a Córtex Frontal, na divulgação desta iniciativa.
“É uma exposição não linear em que percorremos vários caminhos de fragmentos e descobrimos as conexões, ou seja, mais do que objetos finais o que se pretende é levar a tomadas de decisões, gestos, transformações [e] a uma reflexão a esse nível em torno dos têxteis”, acrescenta o vereador da Câmara de Beja, Vítor Picado..
Patente até ao dia 04 de abril, a exposição reúne peças “que exploram processos, memórias e técnicas” unindo “tradição e inovação” e o “artesanal e tecnológico”.
Desta forma, prossegue o vereador com o pelouro da Cultura, a mostra estará disponível no Centro de Arqueologia e Artes e vai “preencher um espaço emblemático da cidade e colocar os criadores a pensar sobre o que nos rodeia”. Assim como “a elevar a fasquia de quem escolhe a capital de distrito para divulgar a sua arte”.
A exposição conta com 51 obras de “artistas de renome”, entre eles Sebastianus Hartanto, Jiôn Kiim, Martina Manyà, Lucas Selezio de Souza, Maria Esteve, Anastasiia Podervianska, Angelina Nogueira, Malou Raulin, Margarida Lopes Pereira e Nuno Trigueiros.
“O centro é reconhecido pelas exposições que recebe e para nós é fundamental desenvolver uma dinâmica [por meio de um] projeto cultural eclético e que, naturalmente, passa pela presença de artistas de renome que evidenciam o nome da cidade e que nos catapultam para um outro nível”, acrescenta Vítor Picado.
Questionado quanto à importância deste tipo de iniciativas culturais em Beja, Vítor Picado admitiu ser necessário criar parcerias com diversas entidades na área para que “os artistas consagrados nos procurem” e para que se coloque a cidade na “rota destas exposições”.
“Mas também para pensarmos a cultura e a arte de forma diferente [e] vincular as pessoas àquilo que é a dinâmica própria da cidade. Tão importante como trazer um conjunto de pessoas de fora, é termos a capacidade de vincular as entidades do território para que, num futuro próximo, [tenhamos] uma oferta patrimonial organizada em rede”, conclui.
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.












