De acordo com a CIM, face à «ausência de informação técnica, territorial, ambiental, económica e social suficiente» não existe, neste momento, «condições objetivas» para assumir ou vincular-se a uma posição institucional relativamente ao projeto. O pedido de esclarecimentos enviado em maio ao Ministério da Defesa continua sem resposta.
Esta tomada de posição surge depois de a Comunidade Intermunicipal ter recebido a Associação Cívica «Não ao Campo de Tiro». Nessa reunião, realizada em julho e noticiada pela Alentejo Ilustrado, a associação entregou aos autarcas um documento onde refere que a construção do campo de tiro põe em causa o funcionamento de mais de 60 explorações agrícolas.
Sem tomar posição sobre o projeto, a CIM decidiu criar um Grupo de Trabalho Intermunicipal para Acompanhamento do Campo de Tiro da Força Aérea, decisão que justifica com «a natureza supramunicipal da infraestrutura e a possibilidade de os seus impactos ultrapassarem o concelho de Alter do Chão». O grupo permitirá assegurar a articulação entre a comunidade intermunicipal e os municípios potencialmente abrangidos.
De acordo com a mesma fonte, o grupo terá como principais funções «acompanhar o processo, partilhar informação e analisar os estudos e elementos técnicos que venham a ser disponibilizados», nomeadamente no que respeita aos possíveis impactos territoriais, ambientais, económicos e sociais.
A CIM do Alto Alentejo reafirma que qualquer futura tomada de posição «deverá resultar de uma articulação com os municípios potencialmente abrangidos e assentar numa avaliação técnica, transparente e devidamente fundamentada».










