Febre do Nilo já infetou 29 pessoas em região vizinha do Alentejo. Há uma morte

Sobe para 29 o número de pessoas infetadas com a Febre do Nilo Ocidental na Extremadura espanhola, região vizinha do Alentejo. A doença é transmitida através de um mosquito. Três pessoas permanecem internadas e há registo de uma morte.

Dois novos casos foram detetados esta terça-feira nas localidades de Quintana de la Serena e de Hernán Corté, pertencentes à área de saúde de Don Benito-Villanueva de la Serena, segundo o Serviço Extremenho de Saúde – SES.

«No total, registaram-se 29 casos de febre do Nilo Ocidental na Extremadura no ano de 2026 e um falecido», refere o SES, acrescentando que, «neste momento, dois doentes continuam internados no Hospital Don Benito-Villanueva e outro no Hospital de Mérida». O organismo notifica igualmente «a alta de um dos internados no Hospital de Don Benito».

A direção do SES determinou que as diversas unidades de saúde da Extremadura «se mantenham em situação de vigilância perante qualquer suspeita de casos de clínica compatível».

O objetivo, explica, é manter «uma atitude de alerta face a possíveis casos, que permitirá aumentar a capacidade de diagnóstico», ainda que «80% das infeções em humanos sejam assintomáticas». Nos restantes casos, a doença manifesta-se por febre, dores de cabeça, cansaço, dores no corpo, náuseas e vómitos, podendo surgir ainda erupções cutâneas no tronco e inflamação dos gânglios linfáticos.

O serviço de saúde espanhol dispõe de um Plano de Vigilância de Vetores 2026, integrado no Plano Autonómico de Preparação e Resposta perante Doenças Transmitidas por Vetores, que este ano «reforçou e ampliou os sistemas de vigilância entomológica, essenciais para a deteção precoce e o controlo de riscos».

Quanto às recomendações à população, o SES aconselha «manter em boas condições as piscinas, tanques ou charcas» e esvaziar objetos que possam acumular água, como pratos debaixo de vasos, jarros, baldes, brinquedos, comedouros de animais domésticos e pneus.

Recomenda também tapar recipientes com água no exterior, manter limpos os algerozes e os esgotos dos pátios, «vestir roupa de cores claras» e, se possível, «cobrir a maior zona do corpo com manga comprida, calças compridas, calçado fechado».

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