Para o presidente da Câmara de Barrancos, Emílio Domingues, o valor económico gerado em torno da criação de porco preto e da venda e exportação de presunto e carne destes animais, sobretudo para Espanha, representa «um ganho expressivo para todos os barranquenhos e para o próprio país».
«As unidades de produção criam emprego direto, porque empregam muita gente de Barrancos e, além disso, têm ainda parte do valor económico traduzido na venda destes produtos para outros países», acrescenta.
A Expobarrancos permite a exposição, degustação e venda destes produtos, oriundos de produtores do concelho e da região. «Temos cerca de 70 expositores, a maior parte da área dos enchidos e presuntos», lembra o autarca, sublinhando que estão igualmente presentes artesãos e produtores de queijo.
O evento, promovido pelo município, é já uma iniciativa «firme no calendário nacional de feiras e exposições», refere Emílio Domingues, considerando expectável que esta edição seja um sucesso, pois «muitas pessoas voltam a Barrancos propositadamente nesta altura para provar o presunto. Portanto, se o tempo acompanhar, teremos aqui centenas de visitantes e produtores».
O programa inclui mostras de corte e degustação de presunto, provas de vinhos, cerimónias solenes, atividades tauromáquicas e espetáculos de música e dança com grupos de sevilhanas.
A inauguração está marcada para as 12h00 de sexta-feira e deverá contar com a presença do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz.
O cartaz musical inclui concertos da banda Átoa, na sexta-feira, do músico Juanlu Montoya, no sábado, e de Os Improvisados, no domingo, além de atuações de música tradicional.
Pelas contas do autarca, nos últimos cinco anos a exportação de presunto e carne de porco preto representou entre 10 a 15 milhões anuais para a economia de Barrancos.
«Para um concelho pequeno, ter um conjunto de produtores a exportar um produto com mais-valias desta ordem de grandeza é muito bom e importante», diz Emílio Domingues, sublinhando que as três unidades do concelho que se dedicam a produtos de porco de raça alentejana (ou porco preto), as vendas anuais representaram «um a dois milhões de euros, por ano».
Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: D.R.










